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<< ECONOMIA Inadimplência cai em Sorocaba, com consumidor mais cauteloso No SCPC, houve redução do número de registros e valor da dívida

Publicada em 12/01/2017 às 06:37
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(Fernando Rezende)
O número de consumidores com o CPF negativado por dívidas caiu em Sorocaba durante o ano de 2016. Segundo o banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial de Sorocaba, em janeiro do ano passado eram 88.357 documentos negativados; em dezembro, o número fechou em 81.203, o que representa redução de 9,1%. O valor da dívida também caiu: em janeiro de 2016, o total era de R$ 69,36 milhões contra R$ 67,40 milhões em dezembro – queda de 2,5%. 
 
Mas a maior baixa ocorreu no número de registros, que no mesmo período diminuiu 11,6%, caindo de 200.624 em janeiro para 179.200 em dezembro. Em relação aos dados, a Associação Comercial analisa que ocorreram alguns fatores que podem ter impactado no resultado. “Há uma recessão causando desemprego, queda na renda e inflação elevada, o que restringe o poder de compra da população, afetando negativamente sua capacidade de assumir novos compromissos financeiros e consequentemente a capacidade de pagamento. Há um movimento consistente na restrição de crédito, onde as avaliações e as concessões estão mais rigorosas”, afirmou nesta quarta-feira (11), ao anunciar os números apurados ao DIÁRIO, o presidente da Associação Comercial, José Alberto Cépil.
 
“O resultado disso é que as pessoas estão inseguras em arcar com compromissos futuros. Estão cautelosas e com receio de não conseguirem honrar os compromissos. Esse comportamento pode estar forçando a queda da inadimplência”, analisa Cépil.
 
CAUTELA MANTIDA - Para 2017, o presidente da Associação Comercial acredita que o País começará a sair da recessão gradativamente, mas mesmo assim o consumidor manterá a cautela, já que, após ter passado por um período difícil, aprendeu a administrar melhor sua vida financeira. “A decisão de poupar e de ser mais comedido muda após o período de aprendizado que a recessão acrescentou”, acrescenta José Alberto Cépil.
 
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