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Ultima Edição:
23/7/2014
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publicado em: 04/04/2014 às 00h04:
Gaeco apura denúncias de corrupção contra diretor do CDP
Suspeito está sendo investigado por cobrar altos valores de presos para lhes garantir benefícios dentro da unidade
 
Texto:
 
 

Promotores Cláudio Bonadia de Souza e Antônio Farto Neto disseram que não descartam o envolvimento de mais pessoas nos crimes de corrupção no CDP (Foto: Fernando Rezende)
 
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga as denúncias contra o diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba de enriquecimento ilícito através de um esquema de corrupção, que ocorria dentro da unidade, conforme relatos de agentes penitenciários e ex-presidiários. As informações foram transmitidas pelo apresentador Roberto Cabrini, no programa "Conexão Repórter", do SBT, na noite de quarta-feira (2). 

Em entrevista na tarde de ontem, na sede do Gaeco, os promotores Cláudio Bonadia de Souza e Antônio Farto Neto não puderam dar muitos esclarecimentos sobre o caso, por se tratar de segredo de justiça. De acordo com Bonadia, o Gaeco começou a apurar a acusação no final do ano passado, quando agentes penitenciários procuraram os promotores, relatando a extorsão que seria praticada pelo diretor do CDP. “Estamos em procedimento investigatório. Não podemos dar muitos detalhes, pois o procedimento está em segredo de justiça. Não foi uma operação desencadeada por nós, mas foi uma denúncia feita em 2013. O que pode ser dito é que tramita um procedimento criminal, que tem por finalidade apurar as irregularidades e eventuais crimes praticados pela direção do CDP de Sorocaba. Não descartamos também o envolvimento de mais pessoas”, disse o promotor.

A denúncia foi apresentada pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp). Segundo o coordenador regional, Geraldo José de Arruda, as informações apontando o esquema de corrupção envolvendo o diretor, Márcio Coutinho, foram organizadas em inúmeros documentos, com relatos de agentes penitenciários e familiares que foram obrigados a pagar pela permanência e segurança de presos em celas especiais. “Vários funcionários que viram as ações do diretor do CDP falaram como ele agia dentro da unidade. À princípio, encaminhamos as denúncias para a Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Os trabalhadores disseram que Márcio Coutinho cobrava de R$ 800 a R$ 2 mil para cada preso que quisesse mudar de ala dentro do CDP. O diretor também cobrava do detento que quisesse ser transferido para uma penitenciária que achasse mais segura", relata Arruda. 

Um agente penitenciário, que não quis se identificar, disse que trabalhou no CDP de 2009 até agosto de 2013 e contou que desde quando entrou na unidade soube dos crimes cometidos pela direção. Segundo ele, os valores cobrados por Márcio Coutinho eram passados aos advogados dos presos, que, por sua vez cobravam o dinheiro dos familiares para manter os parentes em celas mais seguras, onde não houvesse o risco de terem suas vidas comprometidas com a permanência de outros presos mais perigosos. “Eu conheci uma família que chegou a vender bolo para poder arrecadar o dinheiro ao advogado e manter o parente numa cela especial. São muitos casos como estes. Dentro da unidade existem quatro pavilhões com 300 a 400 presos, onde cada facção é separada. O diretor mantinha contato com os líderes destas facções para controlar uma possível situação de rebelião lá dentro e, em troca, estes líderes ganhavam benefícios, como a facilitação na entrada de entorpecentes durante as visitas nos finais de semana.” 

O agente conta ainda que na unidade existes duas celas especiais para detentos em regime semiaberto, chamadas de Centro de Progressão Individual, mais conhecidas como “CPI 1” e“CPI 2”, que eram oferecidas por Márcio Coutinho. “Nessas celas, ficavam especialmente os traficantes, que pagavam de R$ 1.500 a R$ 20 mil para ficarem ali, contando com todas as regalias necessárias, como geladeiras, camas especiais e mais espaço.” Ele ainda contou que o diretor chegou a ameaçar funcionários se denunciassem o esquema de corrupção. 

A reportagem exibida pelo apresentador Roberto Cabrini comparou também o salário líquido do diretor, que chegava à cerca de R$ 7.670, com gastos ostentados em patrimônios como o imóvel onde reside em Sorocaba, redes sociais e restaurantes, citadas pelos agentes. “Com o salário que ele ganhava, era impossível que pudesse ter esses tipos de gastos”, diz Geraldo Arruda. A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Administração Penitenciária, que mandou uma nota dizendo que está apurando as denúncias. 

O advogado do diretor do CDP, Claudinei Machado, disse que as denúncias contra seu cliente são infundadas. “Nós iremos ajudar com o que o Gaeco precisar e encaminharemos documentos para ajudar na conclusão e esclarecimento do caso”, afirmou. Ainda, de acordo com o advogado, as investigações foram feitas por funcionários do CDP e que elas foram anônimas. “Não é a primeira vez que isso acontece e alguns deles já respondem por desvio de conduta”, disse. 

OAB E SUPOSTO ENVOLVIMENTO DE ADVOGADOS - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sorocaba, Alexandre Ogusuku, informou que o órgão inaugurou um procedimento para apurar o possível envolvimento de advogados em atos ilícitos, depois das denúncias de corrupção no Centro de Detenção Provisória. Segundo ele, as penas serão mais severas e, se comprovados os fatos, haverá a exclusão dos advogados dos quadros da OAB. 
 
 
Mulher é atingida por ônibus no largo do canhão

Uma mulher de 75 anos foi atingida por um ônibus circular na manhã de ontem, por volta das 9h40, na Rua Souza Pereira, ao lado da Praça Arthur Fajardo, o Largo do Canhão. O veículo da linha 7-Industrial/Vila Rica seguia para o ponto localizado na Rua Monsenhor João Soares e estava com passageiros. Segundo a Polícia Militar, o motorista afirmou que estava parado no acesso aguardando o movimento para seguir ao ponto. 

Quando o condutor certificou-se de que não havia veículos, deu a partida e atingiu a senhora. O motorista ficou abalado com a ocorrência e se limitou a dizer que não avistou a pedestre. A mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, com escoriações pelo corpo e um edema na cabeça, ao Hospital Regional. Dentro da ambulância, ela afirmou que é da cidade e sentiu-se mal, vindo a cair na frente do ônibus. No local do atropelamento não há faixa de pedestres. Logo após o acidente, agentes de trânsito da Urbes auxiliaram na passagem de veículos. 


Rapaz flagrado levando um tijolo de maconha em veículo

Um rapaz foi preso em flagrante pela Polícia Militar com um tijolo de maconha na tarde de ontem, na Estrada Velha de Sorocaba, que liga Araçoiaba da Serra a Sorocaba. Ele foi surpreendido pela PM quando dirigia um veículo modelo VW Parati, com placa de Santo Antônio de Platina (PR). 

Com ele, os agentes não encontraram nada de ilícito, porém, no carro, a droga foi localizada, e também R$ 60. Éder Celso Rocha de Oliveira foi detido e o   veículo, apreendido. 


Rapaz vai para a cadeia por circular com veículo roubado

Um rapaz foi detido por receptação de veículo, no bairro Além-Linha, na tarde de quarta-feira (2). Uma equipe da Polícia Militar estava em patrulhamento pela Rua Hermelino Matarazzo quando visualizou o veículo, que chamava a atenção com a placa de Itapecerica da Serra e apresentava sinais de adulteração nos vidros. 
 
Os PMs pediram para que o jovem parasse e, então, constataram que o carro também tinha adulteração no motor e nas etiquetas. Em ma averiguação mais minuciosa, eles notaram que o a numeração do câmbio estava trocada. Em pesquisa através do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), foi verificado que o veículo havia sido roubado de Porto Feliz no dia 1º de fevereiro. O rapaz, identificado como Felipe Rodrigues Gonçalves, 23 anos, confessou que havia trocado o veículo por duas motos CG 150 na Feira da Barganha. 

Ele foi encaminhado ao plantão norte, onde lhe foi arbitrada fiança no valor de R$ 300 mil, que não foi honrada. Portanto o indiciado foi recolhido ao Centro de Detenção Provisória (CDP). 

 
Jovem colide com moto e morre em São Roque

Uma moça de 18 anos morreu num acidente de trânsito próximo ao bairro Vinhedos, em São Roque, na tarde de quarta-feira (2). Segundo informações da Polícia Militar, Thaysa Mayara Rocha teria invadido a pista contrária e batido violentamente em um caminhão. 

A jovem teve fraturas múltiplas e foi socorrida por médicos da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Rodoviária constatou que o tacógrafo do caminhão não estava de acordo com as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e que também não constava no veículo a inspeção obrigatória do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). 


Polícia faz retrato falado de suspeito no caso de decapitação

A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (3) o retrato falado do homem que aparece empurrando um carrinho em imagens de uma câmera de segurança da Guarda Civil Municipal na Rua Sabará, em Higienópolis, região central de São Paulo. No local, foram encontrados, no dia 23 passado, dois pedaços de perna e dois pedaços de braços de um homem esquartejado.

De acordo com o delegado do DHPP, Itagiba Franco, a polícia não conseguiu encontrar esse indivíduo para que prestasse esclarecimentos e, por isso, divulga agora o retrato. "Sabemos que ele é morador de rua e percorremos muitos abrigos tentando encontrá-lo. Não sabemos até que ponto está envolvido, mas precisamos ouvi-lo." O delegado pediu que as pessoas liguem para polícia no número 181 caso o reconheçam.

CABEÇA - A cabeça do homem esquartejado foi encontrada dentro de um saco de lixo preto na Praça da Sé, região movimentada do centro de São Paulo, na quinta-feira passada (27). O saco foi achado por um transeunte, que suspeitou do formato redondo do conteúdo e notificou guardas civis metropolitanos que estavam no local.

Familiares de um homem desaparecido desconfiam de que a cabeça seja de seu parente. De acordo com Itagiba Franco, a família viu um retrato gráfico e imagens de algumas partes da cabeça, como o bigode, por exemplo. Amostras de DNA dos parentes foram colhidas pela polícia para ser confrontadas com a da cabeça. 


Filha se exalta em reconstituição de crime no Rio

A reconstituição da morte da auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, 38 anos, teve momento tenso, na tarde de ontem quando a filha mais velha se exaltou ao ouvir uma brincadeira entre policiais civis e militares que participavam da simulação. "Eles estão debochando, rindo. Mas não são eles que estão sem mãe", reagiu Thaís, de 18 anos. Um policial civil tentou afastá-la e ela foi amparada pelo advogado João Tancredo. "Agora quem está sem mãe não são eles, são os meus irmãos. Sou eu. Eu que estou sem família", gritou a moça. Thaís só se acalmou quando foi abraçada pelo pai, Alexandre Fernandes da Silva.

Os peritos já tinham feito a reconstituição a partir do relato dos policiais presos, o tenente Rodrigo Medeiros Boaventura, comandante da operação, e o sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno. Ambos disseram que patrulhavam a rua lado a lado, quando cerca de 15 criminosos subiram as escadas. Boaventura disse que um deles estava com fuzil. Isso contradiz o depoimento de testemunhas, que contaram que os traficantes estavam com pistolas.

Na sequência, teve início a reprodução a partir do depoimento do policial Adir Serrano. Ele contou que não estava na rua e correu ao ouvir os disparos. Disse ter visto Boaventura já chamando socorro. O carro da polícia estava na parte baixa do Morro da Congonha. Serrano contou que pegou Cláudia no colo. "Vi que ela estava se mexendo." Ele falou que não lembra em que posição a encontrou e disse tê-la levado para a viatura já cercada por "populares hostis". Não houve reconstituição do momento em que ela foi colocada no veículo policial - Cláudia foi colocada na caçamba do carro, que abriu. Ela foi arrastada e morreu no hospital.


 
 
 
 
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