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Ultima Edição:
26/10/2014
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publicado em: 09/12/2013 às 21h15:
Funcionários da Santa Casa protestam por atraso de salários
Vereador José Crespo pede intervenção da Prefeitura no hospital
 
Texto:
 
 

O grupo interditou parte da avenida São Paulo e depois se concentrou em frente ao hospital (Foto: Fernando Rezende)
 
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Também reclamam de falta de medicamentos, alimentação e diálogo entre superiores e funcionários

Cerca de 50 funcionários da Santa Casa protestaram contra o atraso do pagamento referente ao mês de novembro, que era para ter sido depositado até a última sexta-feira (6). Na manhã de ontem, eles chegaram a ocupar algumas faixas da avenida São Paulo, em frente ao hospital, bloqueando a passagem de veículos. Agentes de trânsito da Urbes auxiliaram o tráfego e, em seguida, o grupo se concentrou no início da rua Pedro José Senger. Eles alegam que há três meses o atraso ocorre e reclamam de outros problemas na entidade, como falta de medicamentos, alimentação e diálogo entre superiores e demais funcionários. Antes da manifestação, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sorocaba e Região (Sinsaúde) promoveu uma assembléia com os funcionários, onde decidiram pelo ato. De acordo com o presidente do sindicato, Milton Sanches, cerca de mil funcionários estariam com os salários atrasados, o que também prejudicaria repasse de vale e 13º. 

Caso o pagamento não chegasse às contas até as 16 horas de ontem, o grupo entraria em aviso de greve por 72 horas e, se o problema persistisse, iriam declarar greve por tempo indeterminado, o que não ocorreu. Durante o protesto, os trabalhadores usaram nariz de palhaço e seguraram cartazes. Uma funcionária que atua na entidade há 17 anos desabafa que o atraso no pagamento compromete suas contas e que, referente ao assunto, eles não são informados sobre os motivos. “Sabemos o que sai na mídia. Há uma reunião interna, mas só chegam informações vagas até nós.” Outra servidora afirma que o café servido aos funcionários do turno noturno foi modificado há um mês, o que teria afetado a qualidade e até o número de refeições servidas, que seria abaixo do necessário. “Também cortaram a alimentação no setor de oncologia e das mães que ficam na UTI neonatal. Na terça-feira (3), algumas copeiras faltaram e as duas que vieram foram orientadas a servir somente os pacientes particulares”, afirma. A mulher também conta que faltam medicamentos como antibióticos e Luftal. 

HOSPITAL – Por meio de nota, a Santa Casa confirma que houve atraso nos pagamentos e que estes foram quitados na data de ontem sem prejudicar a primeira parcela do 13º, que já teria sido paga. “A administração da Santa Casa de Sorocaba informou ao SinSaúde que o pagamento seria efetuado hoje (ontem), mas isso não impediu a manifestação”, diz o esclarecimento. O atraso ocorreu devido à falta de dinheiro, que, de acordo com o hospital, ocorre nas demais Santas Casas do Brasil que passam por dificuldade. Quanto à alegação dos funcionários de que o atraso de pagamento ocorre há três meses, a nota esclarece que é referente aos médicos que prestam serviço no Pronto-Socorro Municipal (PSM) e seria pelo mesmo motivo, indisponibilidade financeira, e que a quitação deve ser regularizada nos próximos dias.  

Sobre o corte na alimentação da ala de oncologia, a Santa Casa afirma que fornece de acordo com a legislação, ou seja, pacientes e acompanhantes para maiores de 60 anos e menores de 18 anos. Já sobre a mudança no cardápio do café servido no turno da noite e a falta de copeiras, o que teria prejudicado o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital diz desconhecer os fatos e afirma que vai verificar as informações. E quanto à falta de medicamentos, informada por funcionários, o hospital afirma que não procede a informação. “Eventualmente, devido ao grande volume de medicamentos utilizados diariamente, pode ocorrer uma falta momentânea, mas, sempre que isso ocorre, providencia-se a substituição por um similar até que a situação seja normalizada.” 

Procurada, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Governo e Segurança Comunitária, afirmou que os repasses feitos à Santa Casa estão em dia no valor de aproximadamente R$ 1,4 milhão por mês. Para o PSM, somente neste mês foi efetuado o pagamento de R$ 316 mil e R$ 108 mil ao neonatal. 

INTERVENÇÃO - Em nota, o SinSaúde informou que sua diretoria estará presente hoje na sessão extraordinária da Câmara Municipal, às 11 horas, onde o vereador José Crespo (DEM) abordará o assunto e pedirá a intervenção da Prefeitura na Santa Casa. A informação foi confirmada pela assessoria do vereador, que se reuniu na manhã de ontem com o secretário de Saúde, Armando Bardou Martinho Raggio, e apresentou denúncias e encaminhamentos como base ao pedido. 


 
 
 
 
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