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publicado em: 04/12/2012 às 21h50:
Famílias pagarão parcelas de 5% da renda mensal pela casa própria
 
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(Foto: Fernando Rezende)
 
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Ter a casa própria ou mudar para um local seguro, estes são os sonhos de muitas pessoas e ontem 320 famílias puderam concretizá-lo. Na manhã de ontem ocorreu no Estádio Municipal "Walter Ribeiro", o CIC, em Santa Rosália, o sorteio das casas no Residencial “Parque das Árvores”. Os beneficiados participam do programa “Vítima Zero de Enchente” e moram em área de despejo, de risco e deslizamentos, conta a secretária da Cidadania, Mazé Lima. “A maioria das famílias já está sendo assistida pela Secretaria há três anos e todos aqui já são donos de alguma casa, o sorteio será apenas para definir o local no residencial”, afirma. Ela conta que há um cadastro feito pela Prefeitura que possui todos os dados das famílias, que serão acompanhadas pela Secretaria até seis meses após começarem a residir no local, pois esse período é uma fase de adaptação. “Para nós é uma satisfação muito grande o que está acontecendo, um presente de Natal! Esse é o papel da cidadania”, festeja Mazé.

De acordo com a Secretaria da Habitação e Urbanismo (Sehab), os beneficiados moram no Jardim Santo André II, Parque São Bento, Central Parque, Júlio de Mesquita, Torre do Ipiranga, Vielas do Ipiranga e Jardim Nova Esperança; e também são dos programas Aluguel Social e da Assistência Social.

CASAS – O terreno onde está sendo construído o residencial foi doado pela Prefeitura, e é uma parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF) por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. “Essas moradias pertencem à faixa 1, onde as famílias têm renda mensal de até R$ 1.600,00 e todos preenchem três critérios estabelecidos pelo programa - moradores de áreas de risco, famílias chefiadas por mulheres e pessoas portadoras de deficiências”, fala o gerente de habitação da regional da CEF, Edson Previato. 

Previato conta que o município também pode determinar regras para as pessoas que participam do programa, e que as casas são sobrepostas. “As residências são divididas na parte térrea e superior. Com o cadastro da Prefeitura foi priorizado a ordem de escolha, primeiro os deficientes e portadores de necessidades especiais, principalmente os cadeirantes, os idosos e depois as demais famílias”, frisa.

De acordo com o gerente, as famílias vão assinar um contrato que define o valor das parcelas. “A partir da renda mensal declarada, 5% será o valor da parcela mensal paga por apenas 10 anos. Caso a família aumente a renda, ou diminua, o valor assinado no contrato será o mesmo, assim não prejudica ninguém.”  

SONHO REALIZADO – Todos os presentes no CIC estavam aguardando para escolher a casa, o último passo para terem a casa própria, saírem de áreas de risco e o início de novos planos. A dona de casa Marilza Maria Diniz, e o marido, Claudair Costa Diniz, que trabalha como pedreiro, moram numa área de risco do Parque São Bento. “Por duas vezes, a água invadiu a nossa casa e perdemos tudo”, contam. Agora eles escolheram uma casa na parte superior, pois Marilza tem problemas de bronquite. “Fomos visitar a construção e vimos que em cima é mais arejado, ventila mais”, afirma Diniz. “Se é para subir na vida, que seja em cima mesmo”, brinca a mulher. No momento em que escolheram a casa ainda havia muitas opções, e o casal ficou contente por isso, pois, quanto mais tarde as outras famílias forem chamadas, menos opções sobram. “Estamos muitos felizes, mas ao mesmo tempo apreensivos, pois é tudo muito novo, nunca moramos em condomínio”, conta Marilza, que irá morar com mais três membros da família. 

Já a situação da dona de casa Eva Aparecida Oliveira dos Santos é mais complicada. Ela e a família moram na casa que construíram há 14 anos, no Jardim Santo André II. Porém, o dono que vendeu o terreno, alega que eles nunca pagaram. “Desde o começo, ele fala isso, mas pagamos tudo direitinho”, explica Eva. Ela e a família são assistidos pela Secretaria de Cidadania desde o início do ano, e possuem renda mensal de aproximadamente R$ 1.200,00. “Vamos morar em três pessoas e estamos felizes em resolver nossa situação. Ainda não fui sorteada para escolher o local, mesmo assim estou feliz”, afirma.

O "Parque das Árvores" localiza-se na Estrada no Dinorah, no bairro Caguaçu, e conta com 320 casas sobrepostas. 
 
 

 
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