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publicado em: 27/09/2011 às 20h04:
Greve dos bancos tem baixa adesão em seu primeiro dia
A expectativa do Sindicato é de que o número de grevistas aumente no decorrer dos dias
 
Texto:
 
 

Ao lado da mãe, Valquíria chegou à agência e se desesperou quando viu os avisos de greve (Foto: Fernando Rezende)
 
 
A greve dos bancários em todo o País teve início ontem e com ela a preocupação de muitas pessoas que dependem dos serviços oferecidos somente dentro das agências. Em Sorocaba, a adesão foi baixa, mas a expectativa do Sindicato é de que o movimento cresça no decorrer dos dias. E enquanto as negociações entre banqueiros e funcionários não são acertadas, a população recebe atendimento normal ou parcial em algumas agências. 

A greve quase atrapalhou os planos de Valquíria Teodoro da Costa, 22 anos. Às 10 horas, ela estava em frente do Bradesco, na rua XV de Novembro, onde pretendia abrir uma conta para receber o salário do emprego que conseguiu, após ficar um ano desempregada. “Eu seria registrada mais rápido se não tivesse essa greve, mas agora o processo vai demorar um pouco”, disse na ocasião. 

Acompanhada da mãe, a jovem estava preocupada, mas depois de conversar com a futura patroa por telefone pôde se tranquilizar. “Ela compreendeu meu desespero e disse que aguarda até que a conta possa ser aberta. Ainda bem que ela vai esperar, mas vou tentar abrir essa conta o quanto antes. Não quero correr o risco de perder esse emprego.” No entanto, o desespero da jovem passou quando, ao meio-dia, a agência abriu as portas para atendimento ao público. 

João Donizete Trevisan também ficou muito preocupado ao ver os cartazes anunciando greve. Ontem, ele chegou cedo à agência da Caixa, na rua Dr. Álvaro Soares, com a expectativa de receber, na boca do caixa, o valor referente ao seu FGTS, mas encontrou as portas do banco fechadas. “Preciso pagar R$ 1 mil de pensão até amanhã (hoje). Foi o ultimato que a mãe da minha filha me deu.”

O morador do bairro Júlio de Mesquita não sabia de outra forma que lhe permitisse sacar o dinheiro, já que não possuía cartão do banco. A esperança dele era, então, conseguir conversar com a ex-mulher, a fim de que a espera pela liberação do dinheiro fosse amigável. “Minha filha está precisando desse dinheiro, mas não sei o que fazer agora. Vou tentar conversar com a mãe dela.” Mas logo o problema de João Donizete foi solucionado, pois, de acordo com a assessoria de comunicação da Caixa Econômica Federal, as agências da cidade trabalharam normal ou parcialmente e nenhuma deixou de atender aos clientes. 

A ADESÃO – Os grevistas saíram às ruas, às 6h30 de ontem, para comunicar o movimento à população e conscientizá-la sobre a necessidade dele. Nas agências da rua XV de Novembro, principal corredor bancário da cidade, cartazes indicavam a greve e sindicalistas marcavam presença na porta de entrada buscando a adesão dos funcionários que chegavam para trabalhar. Nos bairros as agências estavam prestando serviços normalmente.

Em Sorocaba, 84 agências bancárias atendem à população, e a expectativa do Sindicato é ter uma maior adesão dos funcionários à paralisação, com o decorrer dos dias. “A tendência é de que o movimento seja crescente. A dificuldade de adesão é geral, acontece em todo o País. Sempre tem uma agência ou outra que impede o bancário de buscar seus direitos”, frisou Machado.

Conforme o presidente do Sindicato, as agências do Bradesco e Itaú são as mais difíceis de negociar e são as que mais desrespeitam os direitos do bancário e da população. “Eles desrespeitam, inclusive, a lei municipal da divisória dentro das agências, que é uma forma de segurança para os clientes. No Itaú, 70% das agências na cidade não têm as divisórias”, apontou. “Essas agências dizem 'não' para todas as reivindicações, não só as que envolvem dinheiro.” 

AS REIVINDICAÇÕES – Os bancários recusaram proposta de 8% de reajuste, apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante a quinta rodada de negociações, realizada na sexta-feira (23), em São Paulo. Os trabalhadores pedem aumento de 12,8%, além de auxílio creche/babá no valor de um salário mínimo (R$ 545), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4.500 e piso salarial de R$ 2.297,51.

Outra reivindicação da categoria são os investimentos em segurança nas agências, fim do assédio moral, ampliação das contratações, e também o fim de metas consideradas por eles abusivas e dos altos juros.

 
 
 
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