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publicado em: 04/04/2011 às 21h10:
População cobra limpeza e manutenção em áreas públicas
No Jardim Montreal, o mato alto preocupa os moradores e no Parque São Bento II cobras quase entram nas casas
 
Texto:
 
 

Pedro José de Oliveira mostra como o mato tomou a calçada; ao fundo a creche municipal (Foto: Fernando Rezende)
 
 
A falta de manutenção em áreas públicas tem deixado moradores de vários bairros da cidade preocupados, como no Jardim Montreal, zona oeste da cidade, onde a cautela é pela segurança e saúde dos que ali residem. Na rua José Brandão, um terreno público está abandonado e se tornando depósito de lixo, além de estar repleto de mato. Mesmo sendo considerado nobre, o bairro não recebe a atenção necessária e a população cobra providências do poder público.

O presidente da Associação Amigos de Bairro, Pedro José de Oliveira, apontou várias pendências que estão prejudicando os moradores. “Em 2010 solicitei a limpeza desse terreno e eles vieram, mas não voltaram mais. Por ser área publica eles deveriam se preocupar mais; os moradores cobram isso.” A associação atende ainda à população do Jardim Tropical e Jardim Santa Bárbara, bairros vizinhos do Montreal.

Há dois meses, Oliveira enviou novamente à Prefeitura um requerimento, solicitando a limpeza do terreno, no entanto não foi atendido. A área pública fica entre uma creche municipal e a construção de uma Oficina do Saber, e pela quantidade de mato está se tornando depósito de lixo e criadouro de animais peçonhentos, preocupando a todos que vivem no bairro. “Além dos moradores, a diretora da creche me procurou para pedir a limpeza do terreno. Está perigoso demais”, avaliou.

As calçadas estão tomadas por mato e até o telefone público ficou inacessível. “Se uma pessoa precisar fazer uma ligação no meio da noite, ela passa a correr risco, principalmente mulher, que vira alvo fácil para criminosos.”

Na última semana, o representante do bairro pediu à Prefeitura para que deixasse duas caçambas próximas ao terreno, a fim de evitar o acúmulo de lixo. “Protocolei o requerimento na quinta-feira passada, na Secretaria de Obras, mas até agora não enviaram as caçambas.”

MAIS SOLICITAÇÕES – A construção da Oficina do Saber chama a atenção dos moradores locais, pois a placa informa que a obra será entregue até o dia 30 de maio próximo. No entanto, o andamento do serviço indica que o prazo terá de ser esticado. “Não sai no prazo porque a obra ainda está no chão”, destacou Oliveira. Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Sorocaba, a data informada na placa é apenas uma previsão de entrega e como houve atrasos no início da obra, incluindo troca de empresas, o serviço deverá ser finalizado com atraso.

Outra reclamação dos moradores é a feira livre, realizada semanalmente. De acordo com Oliveira, haverá uma reformulação no serviço das feiras livres da cidade, que deixarão de atender aos fregueses nas ruas dos bairros e passarão a vender diariamente em galpões localizados em bairros pré-selecionados. “Recebi essa informação na Prefeitura, mas eu disse que enquanto isso não acontece poderiam deixar a feira livre no bairro. Autorizaram para fevereiro passado, mas até agora a feira não aconteceu aqui no Montreal.”

Para o presidente da Associação de Moradores, o bairro é esquecido e, por isso, a população local acaba prejudicada. “Não temos posto de saúde, ginásio de esporte, posto policial e a escola, que atende e esses três bairros, recebe alunos até a 4ª série apenas, depois tem de procurar em outros bairros.”

MAIS PERIGOS – Não é só no Jardim Montreal que a quantidade de mato está prejudicando os moradores. No outro extremo da cidade, os perigos também ameaçam famílias por causa da quantidade de mato que cresce mais a cada dia.

Na manhã de ontem, Jamil Dias da Cruz encontrou uma cobra de 1,10 metro na porta de casa, no Parque São Bento II. Preocupado com os filhos recém-nascidos, ligou para o Corpo de Bombeiros para que fossem buscar o animal, mas foi informado de que esse era serviço da Zoonoses. Imediatamente, ele ligou para o local indicado, mas também não obteve sucesso. “Não consegui falar com ninguém, só ficava naquela música de atendimento e ninguém me atendeu.”

Com a cobra dentro de um vidro, ele apontou que o matagal ao lado da casa é o motivo para o aparecimento de animais peçonhentos. “Esta jararaca é a quinta que aparece aqui na minha porta”, ressaltou. Além de permitir criadouro para os animais perigosos, o terreno ao lado da casa de Jamil possui lixo e pneus velhos, abandonados em área pública. “A Prefeitura foca na dengue, mas nenhum fiscal vê esses pneus aqui. Eles esquecem que também precisam cortar o mato e limpar as áreas públicas que estão virando casa de animais venenosos.”
 
 
 
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