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Ultima Edição:
27/11/2014
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publicado em: 09/08/2012
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Advogado diz que sociedade com Marcos Valério não configura crime

 

O advogado Castellar Guimarães, que representa o publicitário mineiro Cristiano Paz no julgamento do mensalão, disse ontem (7) que seu cliente não pode ser considerado criminoso apenas porque era sócio de Marcos Valério na empresa SMP&B Comunicação.

O advogado destacou a atuação de Paz como homem de criação da empresa e afirmou que, apesar de saber dos empréstimos ao PT negociados por Valério, não participava dessa etapa. “A parte lícita era a parte desenvolvida por Cristiano. Sua atividade como publicitário o impedia de qualquer outra participação na SMP&B. Ele trabalhava na construção de marcas, na boa divulgação da marca que criava, para que clientes fossem bem-atendidos”, destacou o advogado.

O publicitário é acusado de, juntamente com Valério e Ramon Hollerbach, também sócio na empresa de publicidade, ter montado a estrutura criminosa que permitia a distribuição do mensalão, o chamado núcleo operacional do esquema de corrupção denunciado em 2005. Segundo o Ministério Público, as empresas de publicidade SMP&B e DNA atuavam na obtenção de empréstimos bancários para repassar as verbas aos políticos envolvidos.

Guimarães dedicou quase metade da defesa, que durou cerca de meia hora, para citar o histórico profissional de Paz. Informou que ele está há mais de 40 anos no ramo publicitário e recebeu vários prêmios, inclusive após o escândalo do mensalão. De acordo com o advogado, desde 2005, Paz trabalha na agência Filadélfia com seu filho, que não tem clientes públicos por opção.

GEIZA - A defesa da ré Geiza Dias, ex-gerente financeira da empresa de publicidade SMP&B Comunicação e acusada de gerir, administrativamente, a arrecadação e o repasse de verbas do mensalão, também dissertou. Ela está sendo defendida pelo advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que ocupou a tribuna mais cedo para falar a favor do advogado das empresas do publicitário Marcos Valério, Rogério Tolentino. A principal linha de defesa de Geiza é que ela era apenas uma funcionária da SMP&B e não tinha nenhum poder decisório, apenas executando as ordens de Marcos Valério e seus sócios.

Essa é a mesma linha seguida pela defesa de Simone Vasconcelos, que era diretora administrativo-financeira da SMP&B. Seu advogado, Leonardo Yarochewsky, foi o último a falar antes de um intervalo, abrindo caminho para a defesa de Geiza, alegando que ela e Simone eram apenas “duas assalariadas”.

Após um intervalo, a sessão recomeçou sem a presença da ministra Cármen Lúcia. Ela saiu para presidir a sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra disse que vai pedir as gravações em vídeo das alegações dos advogados para assistir, e que as considerações seriam ponderadas em seu voto.

A ausência de Cármen Lúcia não foi bem-recebida pelos advogados do caso, que entraram com uma questão de ordem pedindo a suspensão da sessão desta terça-feira. “Fosse assim, eu gravaria minhas alegações de casa e os ministros ouviriam quando quisessem, tranquilamente, mas não é assim que funciona”, justificou Alberto Toron, que representa o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). Os ministros do STF negaram o pedido de suspensão da sessão.
 
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