Terça-Feira, 23 de Julho de 2019

Diário de Sorocaba





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O retrocesso da economia

Publicada em 14/06/2019 às 19:07
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Nada é mais natural do que o desemprego, passando de 13 milhões de pessoas, que só contribui para que as famílias brasileiras vão se endividando de maneira irreversível. Em qualquer casa onde uma ou duas pessoas estão sem trabalhar, é evidente que as coisas não mudam. Por mais que se fale que neste ou naquele mês foram reduzidas as dívidas de muita gente, o fato é que, com o orçamento doméstico enfrentando sérias dificuldades, a tendência é o problema alcançar dimensões colossais enquanto o Brasil não aprovar a nova Previdência e muitas outras reformas que são absolutamente necessárias para o País sair da triste situação em que se encontra e possa gerar mais renda com a abertura de novas oportunidades no mercado de trabalho.  
Sabe-se que o endividamento excessivo é um fator de restrição às compras, pois limita ou impede o acesso ao crédito. Se a comercialização de mercadorias é reduzida, as indústrias não produzem, as lojas não vendem e tudo acaba permanecendo estagnado. O ciclo vicioso é sempre o mesmo: se uma família é afetada pelo desemprego, pela diminuição da renda e, consequetemente, pela perda do poder aquisitivo, uma das primeiras saídas é sempre procurar a redução do consumo, até daquilo que é essencial, como a alimentação. O consumidor acaba sendo obrigado a adotar a economia defensiva, evitando a todo custo os gastos supérfluos. Além do desemprego, tudo acaba agravando as finanças de quem já está endividado: a falta de controle, compra de bugigangas, problemas de saúde e muito mais. Até o divórcio compromete ainda mais a situação de quem já está na pior.  
O fato é que, em termos de economia, a única coisa que cresce no Brasil é o volume de famílias endividadas. Em quase 20 anos, por causa da corrupção e de outros tantos malfeitos que tomaram conta de tudo, o País vive um retrocesso gigantesco do ponto de vista econômico, moral e ético. Por isso, cada brasileiro precisa fazer a sua parte para que as coisas não piorem ainda mais. 
Promover uma paralisação inconsequente, por exemplo, que não acrescenta nada a coisa nenhuma, como a que ocorreu ontem em Sorocaba e em várias partes do Brasil, jamais vai contribuir para que a situação possa melhorar. Aqueles que provocaram tanta ruína e corrupção são os mesmos que agora acham que sabem tudo e querem continuar jogando mais lenha na fogueira para incendiar a Nação. É preciso ficar atento para que as coisas não regridam da pior maneira possível.