Domingo, 18 de Agosto de 2019

Diário de Sorocaba





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A prática da tolerância

Publicada em 18/04/2019 às 22:08
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Após os quarenta dias da Quaresma, período de penitência como preparação para a compreensão e vivência da ressurreição, abril traz o momento da Páscoa, data que é considerada a maior e a mais importante do Cristianismo, quando os cristãos celebram o ressurgimento de Cristo depois de sua morte por crucificação, rememorada a cada ano durante as comemorações da Semana Santa. Esta é uma semana que inspira ações solidárias e reflexões sobre o verdadeiro sentido do que é comemorado ao longo da semana, ofuscado pelo lado comercial.  
É importante destacar, também, que a Páscoa, comemorada domingo, é sinônimo de renascimento da fé, sendo justamente por esta razão que o período tem importância tão especial para os brasileiros. Passado o carnaval e os primeiros meses do ano, todos se dão conta, com as compras da Páscoa, entre os afazeres do almoço com a família e a troca de ovos de chocolate, que muito pouco foi executado das resoluções e metas estipuladas por ocasião do Réveillon. E, com o tempo de renovação, surge uma segunda oportunidade para cada cristão recomeçar e tentar fazer diferente. Neste momento, impossível não pensar que os governantes também deveriam se agarrar com unhas e dentes em suas segundas chances e erguer as mangas das camisas para realmente fazer a diferença positiva na vida de todas as pessoas.  
Há que se enfatizar que a leitura religiosa da Páscoa também deve servir ao exercício da autocrítica de cada cidadão para a prática da tolerância com relação a tudo, até porque, principalmente nos últimos tempos, a exacerbação do ódio e da raiva vem extrapolando os limites da racionalidade. Essa é uma iniciativa que pode ser apreendida e assimilada a partir do mistério da Semana Santa, através da simbologia da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Esta é uma oportunidade para a meditação de cada um no sentido de que todos estejam atentos aos sinais do cenário de dificuldades enfrentadas na esfera política e social.
O que se espera, portanto, é que a Páscoa nunca deixe de ter a força de levar cada um a meditar sobre o amor, a solidariedade e a misericórdia, deixando para trás as dores e dissabores. É preciso levar adiante apenas as lições aprendidas, isto para que no futuro possam desfrutar de escolhas sábias e acertadas que possam contribuir para a renovação da fé do ser humano. Todos os cristãos devem avaliar melhor a sua conduta no meio das adversidades da vida.