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Diário de Sorocaba

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Lei Seca mais intensa

Publicada em 16/03/2017 às 14:03
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Apesar de tudo aquilo que já foi falado nos últimos anos sobre a irresponsabilidade e imprudência dos motoristas que costumam dirigir embriagados, ainda hoje não são poucos aqueles que continuam ignorando a Lei Seca existente no País. Daí a importância das fiscalizações que a Polícia Militar têm desenvolvido na cidade para identificar aqueles que colocam em risco a própria vida no trânsito e também a vida de outras pessoas que nada têm a ver com as barbaridades que provocam. Ainda no final de semana passado, a PM fiscalizou 900 motoristas em dois pontos da cidade, e 12 deles foram apanhados com a boca na botija, enquanto dois receberam multas no valor de R$ 2.934,70 cada uma, além de responder a processo administrativo junto ao Detran. 
 
O fato é que operações dessa natureza precisam ser desenvolvidas de maneira mais intensa em Sorocaba, principalmente nos fins de semana, pois só assim será possível evitar que os embriagados continuem a provocar acidentes e a morte de pessoas inocentes. Se a lei existe, mas a fiscalização é feita apenas de vez em quando, é evidente que o problema continuará desafiando a todos. Daí a necessidade de os bloqueios da Polícia Militar serem intensificados por toda a cidade, já que são muitos aqueles que acham normal dirigir um veículo depois das baladas que se multiplicam por todos os lados.              
 
Por mais que se fale a respeito, está na hora de todo mundo entender que dirigir não é um direito, mas, sim, uma permissão do poder público concedida a quem se habilita e se dispõe a seguir as regras de trânsito. E quando as leis não são cumpridas, elas não servem para nada. Por isso mesmo, as operações da Polícia Militar precisam ser cada vez mais intensas. Se a PM resolver fazer uma fila do bafômetro em inúmeros pontos da cidade numa noite de sexta-feira ou sábado, com certeza as autoridades terão de providenciar uma Delegacia Especializada para registrar as ocorrências. E é isso que deve ser feito para evitar que os irresponsáveis que bebem sem parar continuem se transformando numa séria ameaça à integridade física das pessoas.                         
 
Sem procedimentos contundentes, que prendam em flagrante os infratores, jamais as coisas vão melhorar. Realmente eles precisam ser caçados de maneira implacável. Pode-se afirmar que a tragédia do trânsito não está no álcool, mas no motorista alcoolizado e na falta de uma melhor estrutura e mais fiscalização nas vias públicas.