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Publicada em 09/08/2019 às 19:28
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(Foto: Divulgação)

Noite de João Bosco, voz e violão, no Municipal

O Teatro Municipal, no Parque da Boa Vista, abre as portas na noite deste sábado (10) para receber em seu palco, às 20h30, imperdível espetáculo musical voz e violão com João Bosco, um dos ícones incontestes da Música Popular Brasileira. O show gratuito é o quarto evento dentro da 13ª Temporada de Música Instrumental Brasileira de Sorocaba, do Projeto ‘Metso Cultural’2019’. O violonista, ao apresentar-se em formato voz e violão com repertório de uma carreira de mais de 40 anos, com mais de 25 álbuns, inclui ainda na apresentação de logo mais parcerias antológicas com gênios como Aldir Blanc, com quem compôs em 1979 “O Bêbado e o Equilibrista”, verdadeiro hino nacionalista imortalizado pela voz de Elis Regina, e Vinícius de Moraes. São dezenas de obras gravadas por inúmeras vozes essenciais da música brasileira, com destaque ao lado de Elis Regina para Clara Nunes.

João Bosco, reconhecido também internacionalmente por seu talento e técnica violonística, apresenta-se sozinho com seu violão, oferecendo ao público, por outro lado, a pureza de sua composição e uma interpretação personalíssima de suas obras, com sua esmerada técnica vocal e instrumental. Haverá fila única para a retirada dos ingressos a partir das 19 horas na bilheteria do Teatro Municipal - permitida a retirada de 1 ingresso por pessoa e crianças devem sentar-se no colo dos seus responsáveis. A apresentação de João Bosco também contará com uma estrutura externa em frente ao Teatro Municipal, com cadeiras e telão para transmissão simultânea do show. 

Há 14 anos o Projeto ‘Metso Cultural’ apresenta gratuitamente em Sorocaba, através do incentivo da Lei Rouanet, os maiores artistas da música popular, instrumental e jazz em atividade no Brasil, permanecendo um projeto revolucionário e fundamental na vida cultural da cidade e região, idealizado e é organizado pela MdA International, com curadoria do músico sorocabano Marco de Almeida.

 

O MITO JOÃO BOSCO - Cantor, compositor e violonista, João Bosco viveu sua infância em um ambiente musical. O bandolim, o piano, o canto e o violino faziam parte de seu cotidiano familiar. Aos 12 anos, ganhou um violão verde e passou a integrar o conjunto de rock X-Gare. Em 1961, ao transferir-se para Ouro Preto para estudar Engenharia, teve seu interesse despertado pelo jazz, pela bossa nova e, tempos depois, pelo tropicalismo. Cinco anos depois, conheceu o poeta Vinicius de Moraes, que viria a ser seu primeiro parceiro. Com o ‘poetinha’, compôs "Rosa dos ventos", "Samba do pouso" e "O mergulhador", entre outras canções.

Em 1970, viajou de férias ao Rio de Janeiro, onde conheceu Aldir Blanc, com quem viria a iniciar uma fértil parceria. No ano seguinte, Elis Regina registrou o trabalho da dupla, gravando a canção "Bala com bala" em seu LP "Ela". Comemorando seu 60º aniversário, lançou, em 2006, o CD e DVD "Obrigado, gente!", gravado no auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A seu lado, os músicos Nélson Farias (violão e guitarra), Ney Conceição (baixo), Kiko Freitas (bateria), Armando Marçal (percussão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Aldivas Ayres (trombone) e ainda em participações especiais, Djavan (em "Corsário", com Aldir Blanc), Guinga (em "Saída de emergência", com Wally Salomão e Antônio Cícero), Yamandu Costa (em "Benzetacil", com Aldir Blanc) e Hamilton de Holanda (em "Linha de passe", com Paulo Emílio e Aldir Blanc). Constam ainda do repertório suas canções "Incompatibilidade de gênios", "O ronco da cuíca", "Quilombo/Tiro de Misericórdia", "Escadas da Penha", "Prêt-à-porter de tafetá" e "O bêbado e a equilibrista", todas com Aldir Blanc; "Desenho de giz" e "Quando o amor acontece", ambas com Abel Silva; "Odilê, Odilá" (com Martinho da Vila), "Memória da pele" (com Wally Salomão), "Papel machê" (com Capinam) e "Jade".

Em 2007, participou da gravação ao vivo do projeto “Cidade do Samba”, de Zeca Pagodinho e Max Pierre, interpretando em dupla com Daniela Mercury “De frente pro crime”, de sua parceria com Aldir Blanc; em 2012 lançou o CD e DVD "João Bosco - 40 anos depois", reunindo sucessos de seu repertório e convidados como Chico Buarque, Milton Nascimento, João Donato, Roberta Sá, Toninho Horta, Trio Madeira Brasil e Cristóvão Bastos, indicado, inclusive, ao XIII Grammy Latino; em 2017, celebrando seus 70 anos, em Las Vegas recebeu o Prêmio “Excelência da Obra”, parte importante das celebrações do Grammy Latino daquele ano; e em 2018, seguiu apresentando-se pelo Brasil com o espetáculo de seu último CD, “Mano que Zuera”, só de inéditas.

 

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