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<< SOROCABA Pais dedicam-se aos filhos com Síndrome de Down A função de dar suporte às necessidades dos jovens fica por conta deles

Publicada em 11/08/2017 às 19:00
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(Foto: Divulgação)
DIA DOS PAIS
 
Brincar, cuidar e se divertir. Esses são, definitivamente, os verbos que os pais Ricardo Assumpção Vaz, 41 anos, e Wilson Gobetti, 61 anos, mais praticam quando estão com seus filhos caçulas, que têm Síndrome de Down.
 
No quinto mês da segunda gestação da esposa do advogado Ricardo, o médico detectou aspectos que poderiam identificar uma deficiência na criança. Após alguns exames e idas e vindas a hospitais, foi diagnosticado que Daniel viria ao mundo de forma especial. Nasceu prematuro, com problemas respiratórios e passou 40 dias na UTI de uma maternidade de São Paulo.
 
A principal preocupação de Ricardo, pai também de Matheus, era o preconceito que o caçula poderia sofrer. “Meus filhos são minhas riquezas. Sinto pelos dois um amor que parece que vou explodir e o fato de o Daniel ter Síndrome de Down não faz diferença nenhuma”, garante. “Amo os dois exatamente da mesma forma, respeitando as limitações de cada um.”
 
O advogado lembra de quando lhe disseram que o filho iria desenvolver-se à medida em que fosse estimulado. “Se é assim, ele vai voar!”, respondeu, na época. “Faço tudo para que Daniel tenha uma infância igual à das outras crianças, assim como uma vida feliz”, enfatiza.
 
Em 2011, a família deixou a Capital e veio para Sorocaba, na qual procurou a Associação Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade para dar continuidade aos atendimentos. “Os profissionais da instituição estão de parabéns. Meu filho gosta de participar de todas as atividades. Ele está se desenvolvendo muito rápido; é uma criança esperta e, além de tudo, muito carinhosa.”
 
Hoje, os filhos, Matheus e Daniel, têm 14 e sete anos, respectivamente. O mais jovem está no Ensino Fundamental e recebe atendimento especializado através de serviços de Assistência Social e Saúde, na APAE, na qual é sempre acompanhado pelo pai. “Minha esposa trabalha na indústria. Como eu leciono somente à noite, levo e busco meu filho”, conta Ricardo. “Acompanho de pertinho toda a evolução dele.”
 
Neste Dia dos Pais, o advogado não poderia estar mais agradecido. “Ser pai, para mim, é amar, se alegrar, zelar, brincar, proteger, ter medo de não ver os filhos crescerem. Ser pai é ter pelo que lutar na vida!”
 
A história do autônomo Wilson também é de amor e superação. O pai explica que a chegada do terceiro filho, William, 22 anos, que, além de Síndrome de Down, tem catarata congênita bilateral, mudou totalmente a rotina da casa, que já tinha dois adolescentes. “Mesmo assim, nosso amor por ele nunca mudou e a relação com os irmãos também foi surpreendente”, conta.
 
Aos sete meses, William passou por uma cirurgia de catarata e, assim, começou a enxergar melhor. Desde bebê foi atendido pela APAE Sorocaba e, para ele, a instituição é sua segunda casa, devido ao relacionamento estreito que tem com todos os profissionais.
 
Durante esses anos de acompanhamento, Wilson avalia que o mais complicado foram os exames e cirurgias oftalmológicas. “Com 11 anos, William teve um deslocamento na retina do olho esquerdo, perdendo a visão. E, aos 15, devido a um acidente, a retina do olho direito também se deslocou, fazendo com que passasse por uma cirurgia bastante delicada e a sua visão ficasse comprometida e limitada”, diz.
 
O pai não abre mão de acompanhar o desenvolvimento do filho na APAE. “Como sou autônomo, sempre estou presente e participo com os profissionais da instituição”, garante. “Ele é um anjo em nossa vida.”
 
 
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