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<< ECONOMIA Indústria perdeu 4.650 postos de trabalho no primeiro semestre Só no mês de junho foram cerca de 1.850 demissões na região de Sorocaba, composta por 48 cidades

Publicada em 16/07/2016 às 06:43
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De acordo com a pesquisa NERI (Nível de Emprego Regional da Indústria), realizada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), por meio de sua Gerência de Pesquisa e da Diretoria Regional de Sorocaba, e divulgada nesta sexta-feira (15), na Capital, a indústria da região, composta por 48 municípios, perdeu 4.650 vagas de emprego no primeiro semestre de 2016. Só no mês de junho, houve uma queda de aproximadamente 1.850 postos de trabalho, variação de -1,71%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o cenário é superior, pois em junho de 2015 o resultado foi negativo em -1,86%. 
De acordo com a pesquisa ainda, nos últimos doze meses o acumulado é de
 -11,20%, representando uma queda de aproximadamente 13.350 postos de trabalho. No ano, o acumulado, também segundo a pesquisa, é de -4,36%, representando uma queda de aproximadamente 4.800 postos de trabalho.
 
Os setores que influenciaram negativamente o índice do nível de emprego na Diretoria Regional do Ciesp em Sorocaba em junho foram Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios(-6,13%); Máquinas e Equipamentos(-6,92%); Veículos Automotores e Autopeças(1,15%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico(-4,10%).
 
NO ESTADO – Por outro lado, no primeiro semestre de 2016 a indústria paulista como um todo perdeu 57.500 postos de trabalho. Só no mês de junho, sem ajuste sazonal, a retração foi de 0,73% em relação ao mês de maio, o equivalente a 16.500 postos a menos.
 
De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp/Ciesp (Depecon), Paulo Francini, a variação neste semestre (-2,50%) foi idêntica à registrada nos primeiros seis meses de 2015. “2016 é a continuidade de uma tragédia, apesar de termos fechado o segundo trimestre um pouco melhor do que no ano passado”, explicou ele ontem ao divulgar a pesquisa, informando ainda que a projeção para este ano é a eliminação de 165.000 vagas de trabalho, contra a perda de 235.500 vagas no ano passado. “Se somarmos, temos 400 mil empregos a menos, oito estádios de futebol cheios. Existem sinais de que o ritmo de queda vai se atenuar, mas o emprego é a última variável a parar de cair. Torcemos e temos esperança de que isso aconteça”, afirmou Francini.
 
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