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<< Procon dá dicas para sorocabanos não terem dor de cabeça nas compras de natalinas Mais dinheiro no bolso com liberação do 13º salário impulsiona consumidores às compras às vésperas das festas de fim de ano

Publicada em 10/12/2015 às 01:23
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A chegada do décimo-terceiro salário, que teve sua primeira parcela paga no final de novembro e deve ter a segunda liberada até 20 de dezembro, impulsiona os consumidores às compras às vésperas das festas natalinas e de final de ano. E é justamente este período, marcado pelas emoções e a sensação do dinheiro extra no bolso, que faz as pessoas se entusiasmem na hora de gastar. Atrativos não faltam e as vitrines carregam nos chamativos, apelam para preços e todos os tipos de vantagem é colocado para o consumidor. Contudo, para fazer uma boa compra é preciso estar atento, já que, na maioria das vezes, as ofertas não representam ganhos de custo e/ou benefício para o consumidor.
 
Os serviços de defesa consumidor orientam para a cautela também nesta época. Para o chefe da Divisão de Proteção ao Consumidor do Procon Sorocaba, José Antônio de Oliveira Júnior, apesar de parecer `clichê' a dica do uso do bom senso, este é sempre o melhor aliado de quem quer usar bem seus recursos financeiros. Por isso mesmo, ele indica que fugir da correria de última hora é sempre mais vantajoso. Além de possibilitar escolhas com mais tempo, a antecedência permite uma melhor organização do orçamento. "O impulso é sempre companhia de quem gosta de presentear e vê nesta época o momento propício. E isso, aliado à falta de tempo para pesquisar e observar o mercado, pode acarretar um início de ano apertado", comenta Júnior, lembrando que janeiro também traz a reboque o IPTU, IPVA, a lista do material escolar e outras despesas extras, além das faturas dos presentes de Natal.
 
Por isso mesmo, o chefe do Procon sugere que o consumidor pague à vista o máximo que for possível. Mas se a compra a prazo se tornar a única opção, atenção às taxas de juros, ao número de parcelas e ao custo efetivo total da operação. "Tudo isso é importante para evitar gastos desnecessários", destaca ele, que como dica lembra que os encartes, anúncios ou folhetos de outros estabelecimentos são eficientes ferramenta para pesquisa e negociação de condições mais favoráveis.
 
OS DIREITOS DO CONSUMIDOR - De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), todos os produtos expostos à venda ao consumidor devem estar acompanhados de seus respectivos preços para pagamento à vista. Reclame caso isso não seja cumprido. 
 
No que diz respeito ao pagamento, muitos consumidores não sabem, mas as lojas não são obrigadas a aceitar outra forma de pagamento além de dinheiro em espécie. No entanto, uma vez que se disponha a receber cheque ou cartão de crédito, o estabelecimento não pode criar restrições à sua utilização. A exceção existe, segundo José Antônio Junior, no caso de cheque administrativo ou de terceiros, que o lojista pode se recusar a receber. A loja não pode, por exemplo, exigir valor mínimo de compras para pagamento com cartão de débito ou de crédito, nem fixar preços diferentes conforme o meio de pagamento (cheque, cartão ou dinheiro).
 
Cobrar um preço mais alto de quem paga com cartão de crédito, mesmo que à vista, é prática abusiva, pois exige do consumidor vantagem manifestamente excessiva. A regra vale para todos os estabelecimentos, inclusive pequenos comércios. 
 
 
Algumas dicas importantes
 
Confira algumas dicas do Procon Sorocaba para que sua festa de Natal e de final de ano não seja um presente de grego no início de 2016:
 
* PERFUMES E COSMÉTICOS - Fique atento à rotulagem desses produtos, pois nela deve constar o número de registro no órgão competente, prazo de validade, composição, volume/quantidade, condições de armazenamento, modo de uso, dados sobre o fabricante ou importador e, em alguns casos, precauções e cuidados no manuseio.
 
* ROUPAS E ACESSÓRIOS - Quando o consumidor compra roupas, tecidos, toalhas, lençóis, etc., acaba se preocupando mais com a beleza e preço dos produtos. Entretanto, a etiqueta de identificação deles é muito importante e obrigatória para todos os itens deste segmento. Nela, o consumidor pode conferir informações necessárias: dados do fabricante ou importador, país de origem, indicação de tamanho, cuidados com a conservação e composição e informações sobre as fibras do produto.
 
* ELETRODOMÉSTICOS/ELETROELETRÔNICOS - Ao adquirir eletrodomésticos solicite, no local da compra, uma demonstração de funcionamento do aparelho. Teste as funções do aparelho e avalie se o mesmo atende às necessidades do seu presenteado. Definir qual a marca e o modelo mais adequados à sua residência, frente a atual variedade encontrada à venda, não é nada fácil. Além da beleza, leve em conta o espaço disponível, o uso do aparelho e a rede de assistência técnica. Peça uma demonstração ao funcionário da loja. Observe se a voltagem é compatível (110 ou 220 V) e dê preferência aos produtos mais econômicos indicados pelo selo Procel. Fique atento também se os plugues dos aparelhos são compatíveis com as tomadas de sua residência. Caso não sejam, você precisará comprar adaptadores.
 
* BRINQUEDOS - Ao presentear as crianças com brinquedos tenha um cuidado especial. Brinquedos são produtos de certificação compulsória desde 1992, ou seja, para serem comercializados necessitam do símbolo de identificação e certificação, o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia), que garante ao cidadão a certeza de que esses produtos passaram por uma série de testes em laboratórios para assegurar a conformidade e qualidade do material utilizado na fabricação das peças.
 
VALE PRESENTE - Na dúvida sobre o que comprar, algumas pessoas optam pelo `vale presente'. É importante definir com o lojista e anotar na nota fiscal de que forma será restituída eventual diferença de valores entre o vale presente e a efetiva aquisição do produto. O estabelecimento é obrigado a restituir a diferença em moeda corrente, contra vale ou de forma a complementar o valor para aquisição de outro produto. Defina e registre, por escrito, em que consiste o vale presente (tipo de artigo, tamanho, cor, marca, etc.), se existe um prazo para usá-lo e, quando for o caso, se ele tem validade em todas as lojas da rede.
 
NA INTERNET - Quem optar por fazer as compras de Natal via Internet precisa ficar atento. Fraudes, golpes, uso indevido dos dados pessoais e demora na entrega do produto já fazem parte da lista de reclamações feitas aos Procons. Antes de mais nada, é interessante que o consumidor busque referências sobre o site em questão. A escolha criteriosa do fornecedor pode ser decisiva para garantir que as expectativas sejam atendidas. No site www.procon.sp.gov.br , pode-se verificar a lista de sites não recomendados pelo Procon. O site deve conter também, de maneira clara, informações sobre a loja, como razão social, CNPJ, endereço, telefone e outras formas de contato além do e-mail. É sempre bom optar por aqueles que possuam estabelecimentos físicos.
 

 

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