Terça-Feira, 2 de Junho de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Chile e Argentina lutam contra tabus na decisão da Copa América Com questões históricas, disputa será às 17 horas em Santiago

Publicada em 04/07/2015 às 01:07
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

A saída de bola preocupa a equipe dos argentinos (Foto: Conteúdo Estadão)
A decisão entre Chile e Argentina virou muito mais que uma partida de futebol. Os tabus que estão em jogo - o Chile nunca foi campeão e a Argentina espera 22 anos para levantar uma taça -, rivalidades e tensões geopolíticas de anos que inflamam os torcedores e a espera de Messi pelo troféu inédito, com a camisa da seleção, transformaram a final em uma chance de reescrever a história dos dois países. Chile e Argentina lutam pela afirmação, dentro e fora de campo neste sábado (4), às 17 horas de Brasília, no estádio Nacional, em Santiago.
 
O peito estufado dos chilenos, certos do título após a vitória sobre o Peru, foi murchando à medida que a Argentina goleava o Paraguai por 6 a 1 na outra semifinal. O otimismo virou preocupação. Até o técnico argentino Jorge Sampaoli sentiu o baque. Nos últimos treinos, ele ensaiou uma formação com três zagueiros; depois inverteu a posição de Gary Medel, seu melhor defensor, para o lado em que Messi atua. Não é certo que use as mudanças, mas ele mostrou os problemas causados pela suspensão do zagueiro Jara por causa da "mão boba" contra o Uruguai. O reserva Rojas não passou confiança.
 
Para compensar a gambiarra da defesa, o Chile aposta no melhor ataque (13 gols) e na sua intensidade, talvez a grande novidade do torneio. A melhor geração do futebol chileno terá o apoio de um estádio lotado - só 4% dos ingressos foram destinados aos argentinos. "Estamos próximos de um passo histórico", disse o goleiro Bravo.
 
A Argentina é o pior rival que o Chile poderia encontrar. Pesam questões históricas - os dois países quase foram à guerra em 1978 em uma disputa territorial. Dentro de campo, o rival conquistou as últimas quatro edições do torneio disputadas no Chile e tem um craque em cada posição do meio para a frente, entre eles Messi. "O que nos dá confiança é fazer aquilo que vem dando certo", disse o técnico Tata Martino.
 
A equipe também tem problemas na defesa. Garay ficou fora do último jogo por causa de problemas estomacais, mas fez os dois últimos treinos. Demichelis é o substituto imediato. Preocupa os argentinos a saída de bola; foi a partir de um erro no setor que o Paraguai fez seu gol, com Lucas Barrios, e quase complicou a semifinal quando diminuiu para 2 a 1.
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar