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<< CPI do Saae ouve novamente seu diretor geral hoje

Publicada em 08/05/2015 às 11:05
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Os vereadores membros da CPI do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) ouvirão novamente nesta sexta-feira (8), pela terceira vez, o diretor geral da Autarquia, o engenheiro José Adhemar Spinelli Júnior. O vereador Carlos Leite (PT), presidente dessa Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal, explicou ontem que essa deverá ser a última oitiva da CPI. "Ouvir novamente o engenheiro Adhemar Spinelli Jr., neste fase das investigações, é essencial. Ele provavelmente será o último a dar depoimento e espero que consiga nos esclarecer uma série de pontos ainda nebulosos sobre a relação entre o Saae e a empresa ECL Engenharia", afirmou ao DIÁRIO.
 
Segundo Leite, a ECL Engenharia e o Saae estão em litígio judicial. A primeira alega que entregou todos os serviços e obras sobre as quais recebeu, enquanto o Saae alega que efetivou o pagamento de cerca de 10 milhões de reais a mais para a terceirizada, que teria abandonado obras inacabadas, sem prestar os serviços para os quais foi contratada. "Já ouvimos o proprietário da ECL, engenheiro Sabino de Freitas, que, obviamente, afirmou que não deve nada ao Saae e que entregou todas as obras pelas quais recebeu. Contudo, o Saae alega que pagou por obras que jamais foram entregues. Pelo que sabemos, a questão segue na Justiça e já foram feitos três inventários sobre as obras para saber quem exatamente está falando a verdade", historiou o vereador petista.
 
Para o vereador, de qualquer forma o Saae acaba assumindo que pode ter pago a mais por obras não realizadas. "Ora, todo pagamento feito pelo Poder Público por obras só é efetivado após a medição das mesmas e a constatação de que o serviço foi concluído - ou a etapa pela qual se pagará. Se o próprio Saae alega que pagou a mais, ele se incrimina apontando que pagava sem as medições, o que é absurdo", pondera Leite.
 
Em oitivas anteriores, o ex-diretor geral do Saae, Geraldo Caiuby, afirmou que sua gestão não fez pagamentos a mais para a ECL, mas que adiantou valores para ela comprar materiais metal-mecânicos e elétricos. No entanto, ele não soube informar em que locais tais materiais estavam ou mesmo se estavam em Sorocaba.
 
IRREGULARIDADES EM OBRAS - A CPI do Saae esteve quarta-feira (6), por outro lado, no canteiro de obras da nova Estação de Tratamento de Esgoto do bairro de Aparecidinha, cujo serviço está paralisado há meses, desde que a empresa responsável pela implantação da ETE, a ECL Engenharia, abandonou a construção. O objetivo da CPI era investigar se equipamentos metais mecânicos e elétricos haviam sido retirados ilegalmente do local, como o engenheiro Mauri Gião Pongitor, da equipe técnica do Saae, chegou a afirmar para a CPI em depoimento no mês passado.
 
Acompanhados de um engenheiro elétrico que pediu para não ser identificado, mas que prestou serviços para a ECL na obra, a CPI constatou que foram retirados do local algumas peças, como um painel elétrico. Como vários locais estavam fechados com cadeados, a inspeção da obra não foi completa, mas segundo o vereador Carlos Leite, presidente da CPI, foi o suficiente para identificar que houve retirada irregular de equipamentos.
 
Membros da CPI também conversaram com engenheiros de uma empresa que foi contratada pelo Município para fazer um inventário das obras. O contrato, no valor de quase R$ 400 mil, determina que em cinco meses o inventário esteja pronto. Somente a partir daí é que uma outra empresa poderá ser contratada para continuar as construções. 
 
O Saae prevê que as obras dessa ETE sejam retomadas no primeiro semestre de 2016 e pode entrar em funcionamento até o final de 2017.
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