Terça-Feira, 31 de Março de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Professores estaduais e governo não entram em acordo em audiência

Publicada em 08/05/2015 às 10:05
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Cerca de 200 manifestantes ligados ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) ocuparam a Praça da Sé, no centro de São Paulo, na tarde de ontem. O grupo concentrou-se na Rua Onze de Agosto, ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo, onde se deu a primeira audiência de conciliação entre o sindicato dos docentes e a Secretaria de Estado da Educação. O prédio foi cercado pela Polícia Militar. Os educadores da rede estadual de São Paulo estão em greve desde o dia 16 de março. Eles pedem reajuste de 75,33% no salário e também melhores condições de trabalho.
 
Participaram da audiência, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, o secretário da Educação, Herman Voorwald, e o procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos; e foi mediada pelo desembargador vice-presidente do TJ, Eros Piceli. Como não houve acordo, a ação de dissídio, impetrada pela Apeoesp, vai ser distribuída para o Órgão Especial do TJ. O secretário descartou a possibilidade de apresentar qualquer proposta antes de julho, considerado pelo governo a data-base da caregoria. Ele diz também que, diante da queda na arrecadação, o governo precisa de mais tempo para calcular o que pode dar de reajuste. Segundo ele, a adesão à greve é de cerca de 6%.
 
PAGAMENTO DOS DIAS PARADOS - A presidente da Apeoesp disse que ficou sabendo, durante a audiência, que a categoria obteve liminar favorável em outro processo garantindo o pagamento dos dias parados. Ela acredita que isso deve dar força a greve. Haverá nova assembleia hoje para decidir a continuidade da paralisação. Ela acredita que a adesão à greve seja de 52%.
 
PROPOSTA E REIVINDICAÇÕES - A Secretaria de Estado da Educação afirma ter dado reajuste de 45% no acumulado dos últimos quatro anos e diz que apresentou três propostas em reunião em 23 de abril, entre elas manutenção de uma política salarial pelos próximos quatro anos com data base em 1º de julho. Entretanto o governo não deu números nem detalhes da proposta de reajuste para o dissídio.
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar