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<< Polícia investiga se Vaccari usou irmão para lavar dinheiro

Publicada em 08/05/2015 às 10:05
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A Polícia Civil investiga se o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, usou o irmão, Antônio Carlos Vaccari, para lavar dinheiro com a compra de uma casa, no valor de R$ 300 mil, em um bairro da cidade de Bastos, no interior de São Paulo. Antônio Carlos, que é zelador e tem salário mensal de R$ 1 mil, comprou a casa no ano passado, chamando a atenção dos moradores do pequeno município, de 21 mil moradores, e também da polícia.
 
Intimado a depor na segunda-feira (4), ele disse ter recebido R$ 250 mil, em cinco depósitos feitos em sua conta pelo irmão. O delegado de Bastos, Sandro Resina Simões, suspeita de que o zelador possa ter sido usado pelo irmão para lavar dinheiro ilícito. "Se não houve lavagem de dinheiro, houve pelo menos sonegação fiscal, porque ele (Antônio Carlos) nos disse que a compra não foi declarada à Receita e não soube dizer se as doações feitas em cinco depósitos em sua conta também foram declaradas", contou Simões.
 
O caso foi enviado na quarta-feira (6) para a Polícia Federal de Curitiba, onde o ex-tesoureiro é investigado por lavagem de dinheiro. "Como a Operação ‘Lava-Jato’ já investiga Vaccari (João) por esse tipo de crime, decidimos enviar o caso para eles, que vão decidir se prosseguem com a apuração ou nos devolvem. Se devolverem, abriremos inquérito e pediremos quebra dos sigilos fiscal e bancário dos envolvidos", concluiu o delegado. 
 
O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, afirmou ontem que não há ilegalidade no repasse de R$ 250 mil que fez em favor de seu irmão, o zelador Antônio Carlos Vaccari, que comprou uma casa no valor de R$ 300 mil no município de Bastos, interior de São Paulo. Em nota, a defesa de João Vaccari Neto rebateu que a operação seja ilícita. O advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que defende Vaccari, declarou que "tudo está absolutamente legal". Segundo D'Urso, o ex-tesoureiro do PT "tem caixa suficiente para essa operação, fruto de recebimento pelo seu trabalho".
 
OITIVAS - O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB), anunciou na tarde de ontem (7) que a oitiva de 13 presos na Operação “Lava-Jato”, em Curitiba, pode se estender por até três dias da próxima semana. A ideia é começar a ouvir sete presos na segunda-feira (11) e outros seis no dia seguinte. Na primeira rodada de oitivas no auditório da Justiça Federal serão ouvidos Alberto Youssef, Mário Góes, Nestor Cerveró, Fernando Soares, Guilherme Esteves de Jesus, Adir Assad e Iara Galdino. No dia seguinte, será a vez de Nelma Kodama, René Luiz Pereira, Luiz Argôlo, André Vargas, Pedro Corrêa e Carlos Habib Charter. 
 
Segundo Motta, a ideia é cumprir toda a agenda de oitivas e, se for necessário, avançar com os depoimentos na quarta-feira (13). Ele fez questão de informar aos membros da CPI que não haverá desconto salarial por falta às sessões de votação no plenário da Câmara dos Deputados por se tratar de missão oficial.
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