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<< Mais de 400 árvores foram cortadas por risco de queda em 2014 Junto com as 345 que caíram por razões climáticas, são 805 árvores a menos na cidade

Publicada em 08/01/2015 às 13:01
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Clebson Aparecido Ribeiro, secretário de Meio Ambiente, e Gentil Ramos César Junior, técnico ambiental, explicam os procedimentos de vistorias realizados nas árvores - Fernando Rezende
Cerca de 460 árvores foram cortadas no ano passado em Sorocaba após a Secretaria de Meio Ambiente detectar que havia risco de queda. Já por razões climáticas, 345 caíram ao longo de 2014, com base em dados da Defesa Civil. Segundo o secretário da pasta, Clebson Aparecido Ribeiro, 80% do total de cortes são autorizados devido ao estado fitossanitários, ou seja, que não apresentam necessariamente risco de queda iminente, mas seguindo o princípio da precaução e considerado o local em que as árvores se encontram. Este fator, aliás, é importante na avaliação do exemplar. Se estiver em uma praça, calçada, local com circulação intensa de pessoas ou vagas para veículos ao lado, o risco de acidente é maior do que se estivesse em uma área vazia.  
 
Ribeiro conta que no ano passado foram autorizados 291 cortes por pedidos dos munícipes, mas explica que nem sempre a solicitação é aprovada. “Não é porque a pessoa pede que a árvore será cortada. É aí que entra a equipe para fazer a vistoria, verificar se há necessidade do corte. Existem pessoas que não entendem do assunto. Às vezes, fazem o pedido pelo corte, mas na verdade querem que tirem um galho que está em cima do telhado atrapalhando. Muita gente confunde corte com poda. Para nós, corte é eliminar a árvore, então por isso o número de pedidos de corte é muito grande, mas só autorizamos aqueles que realmente precisam.” 
 
Para diagnosticar se a árvore precisa ser cortada, um profissional capacitado faz uma análise utilizando procedimentos técnicos e equipamentos específicos, considerando as diferenças de cada exemplar, resistência da madeira, distribuição de peso e tipo de solo. Caso detectado que não é possível recuperar a árvore, e há risco de queda, o pedido de corte é deferido e o requerente comunicado. Conforme determinado por lei, mesmo nesses casos, o munícipe que fez o pedido precisa fazer a compensação ambiental, que pode ser através de doação de mudas à secretaria.
 
De acordo com o técnico ambiental da pasta, Gentil Ramos César Junior, antes do corte são feitas vistorias da parte visual da árvore para saber qual seu estado, se tem galhos secos e parte oca. Depois é feita uma análise mecânica, quando batem um martelo na árvore para ver se tem algum detrito. Faz-se uma análise do caule na raiz, tiram as medidas das árvores, e ainda buscam saber como está a saúde delas. Também se verifica se a espécie é nativa, exótica e se há ninhos. O técnico explica que, quando há lesão na árvore, é necessário que haja 33% de espessura boa e que dê sustentação. Caso a porcentagem seja menor, o risco de queda aumenta. Em exemplares considerados em bom estado, 16% do total da madeira asseguram a sustentação. 
 
O secretário ressalta ainda que não se pode evitar a queda das árvores por razões climáticas. “Você pode se perguntar o porquê de essas arvores caírem, se elas passam por vistorias, mas o fato é que o clima não é o mesmo sempre, ele tem variações. Existem períodos em que acontecem coisas que se repetem e vai impactando a estrutura da árvore. Às vezes, pode até não derrubá-la na hora, mas pode enfraquecê-la e ela logo, logo vir a cair” explica. 
 
Em São Paulo, por exemplo, foi registrado queda de aproximadamente 600 árvores em uma semana, devido aos temporais que atingiram a Capital. Também houve ocorrências em Sorocaba. Quanto à região que concentra os exemplares mais antigos, Ribeiro afirma que não há pontos específicos, pois estão distribuídos por toda a cidade. Cita, porém, uma Copaíba de 180 anos localizada na Vila Barão. 
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