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<< ‘Lava-Jato’ identifica desvios de obra da Petrobras em contas da Suíça Repasses foram feitos por subcontratada das obras de refinaria de Pernambuco

Publicada em 14/06/2014 às 04:44
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Depósitos de empresas investigadas por supostos desvios na Petrobras em contas na Suíça, atribuídas ao doleiro Alberto Youssef, foram identificados na Operação “Lava-Jato”. O doleiro é o maior alvo da Polícia Federal no combate ao esquema de lavagem de dinheiro, que pode ter alcançado R$ 10 bilhões. Alguns repasses foram feitos por uma subcontratada das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Outros depósitos partiram de empreiteiras, uma delas sediada em Salvador (BA).

A Suíça comunicou o Brasil no fim de maio sobre o bloqueio de 5 milhões de dólares em contas, que tinha por título um colaborador de Youssef. Fora isso, foi decretado o embargo de outros R$ 23 milhões em 12 contas do ex-diretor de Abastecimento da estatal, engenheiro Paulo Roberto Costa. O país europeu abriu processo penal contra o ex-diretor da Petrobras por lavagem de dinheiro.

Conforme suspeitas da Polícia Federal, Costa mantém ativos em instituições financeiras não apenas na Suíça, mas também de outros países. Para a Justiça Federal, as contas do ex-diretor em Genebra podem apenas revelar um padrão de conduta, não excluindo a possibilidade da existência de outras contas em outros países, eventualmente de difícil acesso pelas autoridades brasileiras. 

Com isso, extratos das contas de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa serão solicitados pelo Brasil às autoridades suíças. Esses documentos podem revelar o começo e o destino de todos os depósitos em favor do doleiro e do ex-executivo. A repatriação dos valores depositados nas contas dos investigados só poderá ser requerida quando houver sentença criminal definitiva no País (exigência de Berna).

Outra suspeita da polícia é de que Costa e Youssef usaram instituições financeiras de Genebra para ocultar valores desviados de contratos da estatal, desde a época em que o engenheiro comandou sua área de abastecimento. Há também possibilidade, segundo a Polícia Federal, de Youssef ter pagado R$ 7,9 milhões em propinas para o ex-diretor de Abastecimento, entre 2011 e 2012. Segundo agentes, os pagamentos estavam relacionados a obras da Refinaria Abreu e Lima, na qual o investigado teve participação.


 
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