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<< Ex-gerente minimiza cláusulas omitidas na compra de Pasadena Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, deve prestar depoimento na próxima terça-feira (10)

Publicada em 03/06/2014 às 23:47
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O ex-gerente-executivo internacional da Petrobras, Luís Carlos Moreira da Silva, disse ontem que as cláusulas omitidas na compra de parte da refinaria de Pasadena são comuns e não interfeririam na execução do negócio. "Eram cláusulas simples e diretas", afirmou, em depoimento à CPI da Petrobras do Senado.

A frase contrasta com a avaliação feita pela presidente, Dilma Rousseff. Dilma, que foi presidente do conselho de administração da estatal, afirmou que não aprovaria a negociação se soubesse de todas as cláusulas no resumo executivo apresentado pelo ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, ao colegiado.

Moreira da Silva afirmou que foi ele quem defendeu a operação na reunião da diretoria-executiva da estatal. Segundo ele, pelo ineditisimo de ser a primeira refinaria que seria comprada pela Petrobras nos Estados Unidos, participou de várias reuniões na diretoria. Também disse ter apresentado todas as cláusulas para conhecimento da direção, sendo questionado até por um ex-diretor da estatal, Guilherme Estrella.

Contudo o ex-gerente não soube dizer se Nestor Cerveró, responsável pela área internacional, levou para a reunião do conselho de administração a existência das cláusulas. Ele disse que não seria a pessoa certa para falar sobre isso. Moreira da Silva esquivou-se de responder se aprovaria a operação caso o conselho tivesse tido acesso às cláusulas. "É difícil dar uma resposta em cima de uma hipótese."

CONVOCAÇÕES - O presidente da CPI da Petrobras do Senado, Vital do Rêgo (PMDB), marcou ontem de manhã o depoimento do ex-diretor da Área de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, para a próxima terça-feira (10). O depoimento estava previsto inicialmente para esta terça-feira (3). Costa foi preso por ter tentado obstruir provas no curso da Operação “Lava-Jato”, deflagrada em março pela Polícia Federal, mas solto recentemente por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. O doleiro Alberto Youssef também foi convocado. 

O depoimento de Costa é aguardado com expectativa pelo colegiado. O líder do PT no Senado, Humberto Costa, apresentou o pedido para ouvi-lo. Para o petista, o depoimento dele é importante para as investigações feitas pela CPI do Senado, controlada pelo governo e boicotada pela oposição.

Ontem à tarde, a CPI mista da Petrobras deveria votar o roteiro de trabalho proposto pelo relator da comissão, deputado Marco Maia (PT), que também pretende ouvir o ex-diretor da Petrobras. É nessa comissão que os oposicionistas apostam suas forças para apurar as suspeitas que envolvem a estatal, uma vez que não contam com a presença dos deputados federais, menos fiéis ao governo Dilma Rousseff.
 
 
 
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