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<< Greves continuam na Ufscar e Etecs Enquanto uma entra na reta final, outra ainda está no início das negociações

Publicada em 25/03/2014 às 00:45
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A greve dos técnicos administrativos das universidades federais, incluindo os do campus de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), completou ontem uma semana e segue por tempo indeterminado. Segundo a coordenadora de política sindical, do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de São Carlos (Sintufscar), Tânia Oliveira, a maioria dos 100 trabalhadores do campus aderiu ao movimento, que nos últimos dias não registrou nenhum avanço em relação à negociação com o governo federal. No último dia 19, representantes fizeram um ato em frente ao Ministério de Planejamento, em Brasília, e depois foram recebidos pelo ministro de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça. 

Na ocasião, foi cobrada uma posição do governo diante das reivindicações apresentadas e o ministro sinalizou que havia possibilidade de discutir sobre o reajuste de benefícios, como auxílio alimentação, creche e saúde complementar. A pasta deve se posicionar até o final do mês. No início da tarde de hoje, haverá mais assembléia da categoria na Ufscar de Sorocaba para definir o rumo do movimento. As reivindicações dos trabalhadores incluem jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem redução de salário; cumprimento de acordos firmados na greve de 2012; ascensão funcional e reconhecimento de mestrados e doutorados feitos fora do País. Dados da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Instituições Federais de Ensino (Fasubra) mostram que há 180 mil técnicos administrativos no Brasil, 850 deles somente em Sorocaba, São Carlos e Araras. 

ETECS – Deflagrada em 17 de fevereiro, a greve de professores e funcionários das instituições de ensino vinculadas ao Centro Paula Souza (Ceeteps) está na reta final. A categoria decidiu pelo movimento devido à demora para envio de um projeto de lei à Assembléia Legislativa (Alesp), que, entre outros itens, cria um plano de carreira aos trabalhadores. O documento foi encaminhado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 28 de fevereiro, porém o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps) definiu 26 emendas e agora a classe segue empenhada para sensibilizar os parlamentares. Por ser ano de eleições, o projeto deve ser votado até dia 5 de abril. “Nosso objetivo é sensibilizá-los, falar sobre a dificuldade que a categoria passa, já que o governo retalhou o plano”, diz a professora e diretora do sindicato, Fernanda Fontes.

Ela afirma que o Governo alega não ter dinheiro para atender aos pedidos feitos pela categoria, porém deputados teriam dito o contrário. “Vão abrir novas Fatecs e mais de 800 cargos no Centro Paula Souza.” O deputado estadual Carlos Cezar (PSB) foi nomeado relator especial do projeto de lei 07/2014 pela Comissão de Constituição e Justiça e, por isso, tem sido procurado pelos trabalhadores. Questionado sobre o assunto, o deputado enviou uma nota, onde afirma: "Na semana passada, recebemos representantes do Sindicato dos trabalhadores do Centro Paula Souza, além de professores, para entender a melhor forma de posicionamento para que a valorização seja atendida. Na minha trajetória dentro do Poder Legislativo, sempre fui favorável à valorização de cargos e vencimentos aos profissionais da educação, saúde e também da segurança. Não apenas na relatoria, mas como líder do PSB na Assembleia Legislativa tenho discutido a questão com toda a bancada do nosso partido. É um grande número de emendas que precisam ser avaliadas individualmente, mas reafirmo meu compromisso em trabalhar incansavelmente para que esses profissionais da educação tenham suas justas reivindicações contempladas".

No quadro de adesão divulgado na sexta-feira (21) pelo Sinteps, a Escola Técnica (Etec) Fernando Prestes aparece com adesão parcial, enquanto a Rubens de Faria e Souza estaria com 100% dos professores paralisados e na unidade Sorocaba, na Parada do Alto, 70% dos funcionários estariam em greve. A Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Sorocaba chegou a aderir à greve, mas retomou as atividades no dia 10 deste mês. 

Está marcada para às 14 horas de hoje um ato na Alesp. Questionado sobre a greve, o Ceeteps informou em nota que dos cerca de 20 mil professores e funcionários no Estado, 94% estão trabalhando normalmente. Na região de Sorocaba, 88% dos cerca de 1,8 mil trabalhadores estão atuando. O Centro Paula Souza afirma que as unidades já estão planejando a reposição das aulas que foram perdidas, e os dias parados serão descontados. 


 

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