Quarta-Feira, 8 de Julho de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Diretor afirma que a maior dificuldade é distribuição de água para os bairros

Publicada em 19/02/2014 às 00:21
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

CPI DO SAAE

A CPI que investiga problemas no abastecimento de água do município de Sorocaba, conhecida como CPI do Saae, fez sua primeira oitiva ontem. Presidida pelo vereador Carlos Leite (PT) e relatada pelo vereador Pastor Apolo (PSB), a CPI ouviu o diretor-geral do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), o engenheiro eletrônico Adhemar José Spinelli Junior. 

O vereador Carlos Leite abriu os trabalhos lendo o requerimento que instaurou a CPI. Adhemar Spinelli disse que é servidor do Saae há 21 anos e fez parte da diretoria a partir do ano passado. Explicou que, devido à estiagem e ao calor excessivo, houve dificuldade no abastecimento de água em janeiro desde ano. Explicou que as obras de substituição das bombas e conclusão do novo anel adutor não tiveram como ser concluídas antes do Verão, mas adiantou que a previsão é de que sejam concluídas nos próximos meses. Segundo Spinelli Jr., a maior dificuldade é a distribuição de água para os bairros.

O vereador Izídio de Brito (PT) quis saber quando o Saae vai devolver aos consumidores os valores que foram cobrados a mais nas contas. O diretor-geral explicou que o Saae, em sua gestão anterior, fez um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público, mas o MP entendeu que o pagamento não foi feito da forma como devia. “Voltamos a conversar com o Ministério Público a respeito do TAC e vamos fazer a devolução do dinheiro, mas ainda não há um prazo previsto para que isso ocorra”, afirmou Adhemar Spinelli. O vereador José Crespo (DEM) cobrou, então, que o Saae defina um prazo para isso.

OBRAS PARADAS - Entre outros questionamentos, Izídio de Brito indagou sobre a obra de contenção de cheias do Córrego Água Vermelha, que não foi concluída. O diretor do Saae disse que a obra iniciou-se com o projeto básico e, a partir do projeto executivo, viu-se a necessidade de fazer um aditamento no contrato, mas, como o valor extrapolava o limite permitido por lei, será feita nova licitação, que, segundo ele, deve ser concluída nos próximos 60 dias. O vereador também indagou sobre os R$ 35 milhões que foram investidos nas adutoras da Serra de São Francisco e quis saber se a situação das adutoras é estável. Adhemar Spinelli afirmou que, em 2004 e 2006, ocorreram rompimentos da adutora e que o Saae investiu nas obras de contenção, com recursos da Caixa. “A situação dessa adutora, hoje, é estável”, garantiu, afirmando que são feitas vistorias frequentes no local.

José Crespo sugeriu que o Saae financie caixas d’água para as famílias necessitadas (não de forma gratuita, mas cobrando um valor a prazo na conta de água), uma vez que, por falta desse equipamento, elas são as que mais sofrem quando ocorrem interrupções no fornecimento de água. O diretor do Saae considerou que é um assunto a ser estudado. Crespo também fez uma série de indagações sobre questões técnicas do Saae e obras paradas, como a Estação de Tratamento de Esgoto de Aparecidinha, em que a empreiteira recebeu adiantado, mas não a concluiu, motivando questionamento do próprio TCE (Tribunal de Contas do Estado). O diretor do Saae disse que foi aberta uma sindicância e que também foi movida uma ação contra a empresa. 

Carlos Leite quis saber como foi possível o Saae conseguir um superávit de R$ 22 milhões em suas contas. Adhemar Spinelli explicou que, entre outros fatores, houve uma intensificação dos cortes de água, fiscalização de ligações clandestinas e contenção de gastos. 
 
 
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar