Sábado, 15 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Sandy traz seu show 'Sim' a Sorocaba em outubro Público poderá conferir inéditas, releituras e sucessos da carreira

Publicada em 25/09/2013 às 22:13
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MÚSICA

"Sim". Simples assim; apenas três letras. Com a objetividade, mas ao mesmo tempo força e convicção deste advérbio de afirmação e, agora, título de sua nova turnê e segundo álbum solo, Sandy reafirma sua fase positiva, otimista e segura já apresentada no final do ano passado com o lançamento digital do EP "Princípios, Meios e Fins". 

A compositora e intérprete da autobiográfica "Aquela dos 30" voltou aos palcos e vem a Sorocaba no início de outubro. Seu show na cidade, que recebe o espetáculo pela primeira vez, está marcado para o dia 5, o sábado da semana que vem, às 21h30, na sede campestre do Clube União Recreativo, no Jardim Guadalajara. "Saí muito feliz de `Manuscrito', minha primeira turnê e responsável por me apresentar em carreira solo. Ela cumpriu seu papel e senti que estava na hora de trazer novidades, tanto pra mim, quanto para o público. Adiantei parte desta `ansiedade artística' no final do ano passado com o lançamento do EP. Agora, no primeiro semestre, completei meu segundo álbum com canções inéditas e, ao mesmo tempo, viajo com a nova turnê", explica Sandy, que já tem o seu CD `Sim', homônimo à turnê, à venda nas lojas e vem percorrendo, com sucesso de público e crítica, as principais cidades do País. "Estou muito feliz e cheia de energia para produzir, criar, realizar. Tudo ao mesmo tempo, sim, mas, no meu tempo", comemora.

Mais uma vez, álbum e turnê dialogam de acordo com as vontades artísticas de Sandy que, como de costume, fez questão de cuidar pessoalmente de tudo. Para o show, a experiente Romi Atarashi (que já trabalhou com Lenine, Lulu Santos, Marcelo D2, NXZero, Ira! e Sandy & Júnior, entre outros) disse `sim' ao convite da cantora e assina a direção geral da turnê, que também tem Isabelle Bittencourt escalada para a direção de arte e cenografia. O músico, compositor e produtor musical Lucas Lima repete a parceria de sucesso com a artista e assumiu novamente a direção musical do espetáculo. Sandy também segue com sua jovem e talentosa banda, que apresenta Alex Heinrich no baixo, Delino Costa na bateria, Eloá Gonçalves nos teclados e Edu Tedeschi e Maurício Caruso nas guitarras e violões. 

Como sempre, todo foco do trabalho está na qualidade musical do espetáculo. No entanto, o cuidado com a concepção visual do show permanece intacto. Sairam as projeções, altamente presentes em `Manuscrito', e entraram em cena tecidos fluidos, leves, transparentes e sobrepostos, acompanhados de móbiles num cenário que ganha força por meio de um cuidadoso e belíssimo projeto luminotécnico. Em um ambiente que remete à Primavera em tons de verde, azul, lilás, lavanda, roxo, cinza e prata, Sandy convida seu público, assim, a uma divertida viagem musical.

Os ingressos para o show inédito de Sandy em Sorocaba estäo à venda na secretaria do Recreativo Central (praça Cel Fernando Prestes) a estes preços: Mesa Setor Dourado - R$ 180,00; Mesa Setor Branco - R$ 150,00; Mesa Setor Azul - R$ 130,00; Mesa VIP - R$ 120,00; Mesa 1° Galeria - R$ 100,00; Mesa 2° Galeria - R$ 90,00; Camarote A - 100,00; Camarote B - R$ 80,00, e Camarote C, R$ 70,00. 


Uma festa italiana à tarde na Praça, na sequência da Mostra de Teatro de Rua

Partindo de um livro de Gabriel García Marquez - "A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada" -, o Teatro Due Mondi leva o espectador a um mundo de coisas insólitas que surpreendem e tocam, criando uma atmosfera festiva. Em meio a uma festa, é ouvido o eco de aventuras estranhas e canções de nostalgia, rebeldia e amor. O espetáculo é ágil e utiliza-se de um dialeto desenvolvido pelo grupo que, de alguma forma, é compreendido por todos e que se aproxima da linguagem dos quadrinhos. Em formato itinerante, os atores dançam, tocam tambores, cantam e usam uma grande variedade de máscaras e figurinos. 

Esta é a sinopse do espetáculo "Fiesta", montagem italiana do grupo Teatro Due Mundi, que está no Brasil como convidado especial da Mostra Sesc de Teatro de Rua, que está acontecendo esta semana em Säo Paulo e em várias cidades do Interior, e nesta quinta-feira (26) será apresentada em Sorocaba, às 17 horas, na praça Coronel Fernando Prestes. A apresentaçäo é ao ar livre e gratuita.

O Projeto Teatro Due Mondi nasceu em 1979, em Faenza, norte da Itália, com a proposta de trabalhar o conceito de teatro de grupo. Busca levar espetáculos a locais fora dos circuitos oficiais, para o espectador diferente daquele que frequenta as salas de espetáculo. O elenco de "Fiesta" é formado pelos atores Alberto Grilli, Maria Regosa, Renato Valori, Angela Pezzi, Tanja Horstmann, Monica Camporesi, Andrea Valdinocci e Denis Campitelli. Texto e direção de Alberto Grilli; figurinos de Maria Donata Papadia. Duração: 60 minutos.


Circuito internacional de Dança Irlandesa tem destaque sorocabano

O grupo de Dança Irlandesa da Francine Momesso Dance School, de Sorocaba, é um dos destaques do Festival Celta Brasil, que está acontecendo nesta semana em Campinas. Ontem (25), todos os alunos do grupo realizaram em Campinas, aliás, o Exame Internacional de Dança Irlandesa, realizado pela An Coimisiún le Rincí Gaelacha, com a presença de uma examinadora estrangeira escalada para avaliar os alunos da Academia. Esse exame é um reconhecimento internacional de padrão de qualidade dos dançarinos, como explicou a professora Francine Momesso. Cada grau tem um programa específico, internacionalmente estabelecido, e oferece um diploma que é válido mundialmente, comprovando que a Escola oferece um trabalho sério, ético e de acordo com as reais normas de padrão da Dança Irlandesa.

Amanhä, sexta-feira (27), os alunos da Francine Momesso Dance School irão, por outro lado, participar da 1ª Open Feis da América do Sul. Para aqueles que não conhecem a Feis, é a competição mundial de Dança Irlandesa, onde estão presentes os melhores e mais famosos bailarinos do mundo todo e os alunos serão igualmente avaliados por examinadores de renome internacional e de experiência nos campeonatos mundiais. Também nesta sexta-feira os alunos da Academia sorocabana irão participar da Mostra Celta Brasil, que é uma mostra comentada de trabalhos de Dança Irlandesa, sem caráter competitivo, que visa trocar experiências e enaltecer sua prática. A mostra será comentada por Anthony Fallon, solista do grupo Riverdance, e Augusto Canessa, um dos principais professores graduados na América do Sul, e que irão, entäo, assistir as coreografias e comentar a respeito dos trabalhos apresentados.

EM SOROCABA - Ainda nesta semana, no sábado (28), por outro lado ainda, a Francine Momesso Dance School recebe aqui em Sorocaba, em seu estúdio, a visita do professor francês Florian Paysan, que irá ministrar um workshop exclusivo para seus alunos de Dança Irlandesa. Florian foi um dos principais bailarinos da companhia Avalon Celtic Dances, da França.


'Ofélia', de Shakespeare, é retratada em mostra no Museu de Arte Contemporânea

Lúcia Castanho exibe fotografias que recriam toda a angústia vivida pela amada de Hamlet

"No plangente riacho, suas roupas se abriram e, como uma sereia, boiou por instantes. E, aí, entoou refrões de antigas cantorias, como alguém insensível à própria agonia".

A frase, retirada da obra `Hamlet', de Shakespeare, traduz a alma atormentada e o fim trágico de Ofélia, uma das principais personagens shakespearianas, que será tema da próxima exposição realizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (Macs), a partir deste sábado (28), no Chalé Francês, sede provisória do Museu, localizada à avenida Dr. Afonso Vergueiro, 280, no Jardim Maylasky (defronte à antiga Estaçäo Ferroviária).

A figura melancólica de Ofélia foi reconstruída através do olhar da artista plástica sorocabana Lúcia Castanho, que emergiu nos devaneios e tristezas da heroína, para retratar a multiplicidade dos significados do texto produzido pelo escritor inglês. É a primeira vez, aliás, que uma artista da cidade realiza uma mostra individual desse porte no Macs. "Em `Hamlet', Ofélia é sempre retratada através da fala de outros ou da visão deturpada do personagem principal. Até sua morte foi relatada e idealizada pela rainha Gertrudes", explica a artista.

Para a construção da mostra, que terá curadoria do museólogo Fábio Magalhães, Lúcia refez muitos dos símbolos, como a papoula vermelha, que representa o sono e a morte, além da guirlanda de violetas, que simboliza a castidade e a morte prematura. Ambas aparecem em uma das principais retratações de Ofélia, feita por John Everett Millais. De acordo com Magalhães, a artista transformou o ritual de afogamento de Ofélia em um momento sensível e delicado. "Mesmo com tudo isso, ela não perdeu o sentido trágico e cruel da morte da personagem", avalia.

A exposição, que tem entrada gratuita, ficará aberta ao público até o dia 27 de outubro, podendo ser visitada às terças-feiras, das 10 às 21 horas; às quartas, quintas e sextas-feiras, das 10 às 17, e aos finais de semana e feriados, das 10 às 15 horas. 

INTERAÇÃO COM O PÚBLICO - Como nunca antes realizado, para integrar o público à mostra o Museu de Arte Contemporânea e a artista Lúcia Castanho promoveräo também, por outro lado, performances inusitadas ao longo da exposição. Uma delas será uma ação de boy art inédita no cenário cultural brasileiro, que irá permitir que 50 inscritos na página do Museu no Facebook (www.facebook.com/macsmuseu) sejam sorteados para ganhar uma tatuagem definitiva de uma obra da artista no corpo. A ação, que será realizada no dia 8, das 10 às 21 horas, é uma parceria com o estúdio de tatuagens Irmãos de Tinta. Todos os sorteados receberão um certificado de autenticidade da obra.

Outra ação especial será a performance "Ofélia é Morta", no dia 22 de outubro, das 17 às 21 horas, quando um grupo de atrizes realizará performance da cena da morte da personagem ao público. Antes, no dia 15, Lúcia presenteia os visitantes com um bate-papo sobre suas obras. 


'Arte como fotografia' em workshop na Oficina Cultural

O surgimento e a popularização da fotografia, em meados do século 19, conduziram inevitavelmente ao confronto desta nova mídia com as formas de produção de imagens tradicionais. Este é o ponto de partida do workshop "Arte como fotografia", que será realizada na Oficina Cultural Regional "Grande Otelo", instalada no prédio do Fórum Velho, na praça Frei Baraúna, em dois sábados, este, 28 de setembro, e o próximo, 5 de outubro, das 10 às 13 e das 15 às 17 horas, e analisará, brevemente, a transformação dos papéis assumidos pela fotografia em relação às artes visuais, por meio de um percurso histórico ilustrado, detendo-se, enfim, na fotografia contemporânea e na discussão da fotografia estabelecida como arte, numa tentativa de identificar o que faz uma fotografia ir para um museu ou ainda o que a fotografia precisa para não apenas registro, mas arte. Na sequência, será proposta uma discussão coletiva a partir dos trabalhos (portfólio) trazidos pelos participantes, enquanto que, especificamente para o segundo encontro, a proposta é que os participantes, munidos dos conceitos apreendidos, aplique-os em sua prática fotográfica e, então, conceitos e ideias da fotografia artística sejam fortalecidos.

O workshop terá como orientadora Denise Gadelha, mestre em Poéticas Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, artista, professora, curadora e diretora do departamento de fotografia da Galeria Vermelho (Säo Paulo). Em 2012, cursou o programa intensivo de Art and Business no Sotheby's Institute of Art (Londres) e conduziu o programa educativo da SP_Arte/Foto (setembro/2010) e o ciclo de palestras na SP_Arte/Foto em 2011. Realizou ainda o acompanhamento de artistas e curadoria da exposição inaugural do El Borde, no Centro de la Imagen (Lima, Peru), 

As inscrições estäo abertas até o dia do workshop. Os telefones da Oficina Cultural "Grande Otelo" säo (15)3224.3377 e 3232.9329.


 
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