Terça-Feira, 26 de Maio de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Rapaz que roubava e estuprava vítimas é preso A irmã e o cunhado do infrator também foram presos por consentirem os crimes

Publicada em 16/05/2013 às 21:51
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

CRIME EM FAMÍLIA

A elucidação de um caso surpreendeu a Polícia Civil de Sorocaba. Um rapaz de 27 anos roubava casas e estuprava as vítimas na maioria das vezes. Porém, para cometer os crimes, ele contava com a ajuda da irmã e da sobrinha, que o levavam e o buscavam nos locais dos crimes. Após investigação feita pelo setor de inteligência da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), além do rapaz e da irmã, o cunhado dele foi preso e também outras duas pessoas apontadas como receptadores dos produtos roubados.

Por volta das 19 horas da terça-feira (14), policiais civis com o apoio de equipes da Força Tática da Polícia Militar realizaram um cerco no Jardim Zulmira, a fim de impedir que Adriano Afonso fizesse mais uma vítima. A informação de que o criminoso iria roubar mais uma casa e possivelmente estuprar mais uma vítima, foi conseguida pelos investigadores, que agiram rapidamente contra mais esse plano. 

Um VW Gol de cor verde, ano 1996, foi parado na rua Jorge Kuichi Tuzino e dentro dele uma mulher no volante, um rapaz no banco de passageiro e uma adolescente no banco de trás. De acordo com o delegado Acácio Aparecido Leite, um veículo com esses passageiros geralmente passaria livremente por uma blitz, no entanto, como sabiam do modo de agir de Adriano, os policiais pararam o veículo e detiveram o rapaz. Com ele estavam a irmã, Rosângela Aparecida Afonso, 39 anos, e a sobrinha, de 15.

Na mochila de Adriano havia um capuz (do tipo touca ninja) e um revólver de calibre 38. Como já era procurado pela Justiça, por estar foragido da Penitenciária Danilo Pinheiro (P-1), no bairro Mineirão, os policiais não hesitaram em detê-lo. Segundo o delegado, Adriano cumpria pena por roubo, mas ainda devia 14 anos de reclusão. Ele teve a saída temporária concedida no final do ano passado, mas não retornou em janeiro, como deveria. Desde então, passou a praticar os roubos com o apoio da família.

Depois de deter o rapaz, os investigadores e PMs seguiram para a casa de Rosângela, onde encontraram alguns objetos de procedência duvidosa e uma pistola de calibre 380 enterrada no quintal. Por permitir o fato, o servente Edson Antônio de Paula, 37 anos, marido de Rosângela, também foi preso. A filha do casal foi liberada.

ROUBOS COMETIDOS ANTES – Depois de ter a saída temporária concedida e não retornar no prazo concedido, Adriano passou a praticar roubos pela cidade, como numa residência do Jardim Paulista, onde amarrou as vítimas para roubar os objetos de valor que lhe interessavam. Antes de fugir com tudo, o rapaz ainda abusou sexualmente da vítima. O que ele não esperava é que por meio dos telefones celulares roubados nessa ocasião, os investigadores da DIG conseguissem localizá-lo e descobrir seu novo plano.

No entanto, quando estavam prestes a ir ao encalço do rapaz, os policiais descobriram que ele tinha cometido novo roubo, no último dia 5, na casa de um policial militar situada no Jardim Santa Paula, de onde subtraiu duas armas; a de calibre 38 encontrada com ele na blitz e outra que ainda não foi localizada, pois fora vendida a um receptador. O gráfico Wellington Lopes Gasques, 43 anos, foi preso na mesma noite, apontado como o receptador da arma, mas com ele havia apenas munições de uso restrito; e Vanusa dos Santos Rodrigues, de 34, foi presa por ter comprado um televisor de 40 polegadas, roubado por Adriano.

INDICIADOS PELOS CRIMES – Segundo o delegado Acácio, quatro roubos a residência cometidos somente neste ano por Adriano já foram esclarecidos. A partir de agora, os investigadores devem identificar outras vítimas do criminoso, que já está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP).  

Já Rosângela, por usar o próprio veículo no trajeto dos roubos de Adriano na companhia da filha e por guardar as armas e objetos dele, deve ser indiciada pelo crime de quadrilha ou bando, corrupção de menores e receptação. Edson e Vanusa também deverão responder por receptação e quadrilha ou bando; e Wellington, por posse de munição de uso restrito. Exceto a Adriano e a Wellington, o delegado arbitrou fiança de R$ 2.500 para que, se pagos, permitam que eles respondam aos processos em liberdade.


Vítimas relatam o momento de terror causado pelo criminoso

Duas vítimas de Adriano prestaram depoimento na DIG, durante a manhã de ontem, e relataram a passagem aterrorizante do criminoso em suas casas, no mês de março passado. 

A dona de casa de 31 anos, que tem um filho de 6, ainda emocionada, contou que por volta das 21h30 a família acabara de jantar, quando a cunhada dela saiu para colocar o lixo na calçada e foi surpreendida pelo acusado. Segundo ela, Adriano agarrou a mulher pelo pescoço e colocou a arma em sua cabeça. Ao ver que a cunhada tinha sido rendida por um indivíduo, a dona de casa avisou o irmão que a família estava sendo assaltada. Porém, por causa da arma, ela pediu-lhe que não reagisse.

A vítima revelou que Adriano estava encapuzado e usava luvas, e ela percebeu que a arma era de brinquedo. Ele pegou uma faca na cozinha e exigiu que as crianças de 6 e 7 anos fossem levadas para um quarto com a cunhada e o irmão da dona de casa, enquanto um bebê de dois meses ficou com ela na sala da casa. Após pegar vários objetos e eletrônicos, Adriano aumentou o volume do televisor, apagou as luzes da casa e levou a dona de casa para outro quarto, ainda com o bebê no colo. Assim, ele a estuprou. “Eu tive que acalmar o bebê enquanto ele abusava de mim. Depois que tudo aconteceu, eu me sentia um lixo. Tomei coquetel, pois não sabia se tinha contraído alguma doença.”

Ao saber da prisão do bandido, a vítima sentiu-se aliviada, porém frisa que jamais esquecerá o que lhe aconteceu. “Eu nunca perdi a esperança de que ele fosse preso.” Em reconhecimento, através do vidro, a dona de casa não teve dúvidas de que o apontado era o indivíduo que aterrorizou sua família. “Quando eu vi os olhos e ouvi a voz dele, não tive dúvidas.” 

Hoje a mãe de um menino de 6 anos quer continuar a vida mesmo com essa marca, que ficará em sua lembrança. “Eu sou mãe. Tenho de criar meu filho e não posso deixá-lo jogado. Esquecer o que me aconteceu, nunca; mas preciso seguir a vida. Eu tenho Deus no coração e creio que ele (Adriano) vai pagar pelo que fez.” Diante da prisão do acusado, a vítima comemora, mas sabe que ainda falta uma importante decisão da Justiça para que sua paz seja plena. “Quero que ele seja condenado por estupro e não por roubo. Ele estava são quando abusou de mim. Ele sabia o que estava fazendo.” O delegado Acácio afirmou que o indiciamento por roubo foi acrescido por estupro, o que aumenta a pena que deve ser cumprida pelo criminoso.

Também uma vendedora de 35 anos foi vítima de Adriano, ao lado das filhas de 5 e 13 anos, da mãe e do ex-marido, que estavam juntos na casa. Conforme contou a vendedora, Adriano surpreendeu a família por volta das 20h30. “Ele botou a arma na cabeça do meu ex-marido, amarrou ele e o colocou no quarto.” Nesse mesmo quarto, o bandido prendeu a vendedora, a mãe e a filha dela. Já a adolescente de 13 anos, Adriano levou para outro quarto. “Eu gritei que ele teria que me matar antes de fazer mal a minha filha, então ele trouxe ela pro quarto em que a gente estava e a amarrou.”

Por pouco, Adriano não fez mais uma vítima de estupro, mas objetos e eletrônicos de valor não escaparam do ladrão. Para levar os vários produtos subtraídos da casa, ele roubou o carro da família, um GM Corsa, que foi encontrado abandonado horas depois. “Me sinto aliviada por saber que agora ele vai pagar pelo que fez.” 

A prisão foi cumprida, mas o trauma ainda é forte na família da vendedora. “Minhas filhas estão em pânico. Se o cachorro começa a latir, a gente já entra em pânico”, disse emocionada a mãe. “A minha menina de 5 anos não fica em lugar fechado, já a mais velha está passando por terapia.” 

Conforme as duas vítimas que prestaram depoimento ao delegado Acácio, a todo momento durante o crime Adriano conversava no celular com uma pessoa. A vendedora, que livrou a filha de um estupro, afirma que a voz do outro lado da linha era de uma mulher. Para a polícia, essa mulher pode ser a irmã de Adriano, que sempre o buscava depois dos roubos. Entretanto, o delegado não afirma se ela sabia que o irmão estuprava as vítimas. “Ela levava e buscava, mas não temos como confirmar que ela sabia de tudo o que ele fazia com as vítimas.”


Jovem de 20 anos é morto com oito tiros

Por volta das 2 horas de ontem, moradores da rua Olga Charles Arruda, no Jardim Josane, ouviram disparos de arma de fogo, porém acionaram a Polícia Militar pelo 190 somente por volta das 6 horas, depois de constatarem o corpo de um rapaz caído num terreno baldio da rua. 

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram ao lado do corpo uma pochete com papéis, documentos e chips de celular. A vítima, identificada como Anderson Rodrigues Jacinto da Silva, tinha três perfurações no rosto, uma na mão direita, uma no ouvido direito e três no ombro esquerdo. 

A perícia técnica também foi acionada e localizou um projétil no local, além de um par de tênis. Os pertences da vítima foram apresentados junto com a ocorrência na DIG, onde os investigadores iniciam agora o trabalho de identificação do autor do homicídio. 

Conforme os policiais, Anderson tinha endereço em Brigadeiro Tobias e o crime pode ter sido um acerto de contas, pois ele tinha passagens pela polícia e estava foragido. O rapaz havia sido preso no dia 23 de abril passado por furto.


Policiais da Rocam apreendem drogas dentro de lata enterrada por traficante

Renato Rodrigues Ramos, 32 anos, foi preso pela Polícia Militar acusado por tráfico de drogas, no Jardim Humberto de Campos. A prisão aconteceu por volta das 18 horas de quarta-feira (15), na rua Rosa Maria de Oliveira.

Uma equipe da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) recebeu a denúncia de que Renato estaria comercializando drogas naquela rua. Diante da informação, os PMs seguiram para o local, onde permaneceram por um tempo observando o denunciado a distância.

Os militares viram que ele se deslocou por uma viela com uma lata na mão e seguiu para um terreno baldio, onde enterrou a lata. Nesse momento, os policiais abordaram Renato, que passou por revista pessoal, mas não carregava nada de ilícito. 

Como as mãos do denunciado estavam sujas de terra, os policiais recuperaram a lata enterrada e dentro dela encontraram 79 porções de maconha, 49 microtubos de crack, 16 microtubos de cocaína, uma porção a granel de cocaína e vários objetos para embalar drogas.

Diante da apreensão, Renato recebeu voz de prisão em flagrante delito e foi apresentado ao delegado do plantão norte. Um boletim de ocorrência por tráfico de drogas foi registrado e ele ficou detido até ser transferido para o CDP.


 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar