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Diário de Sorocaba

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<< `Baderna' apresenta a arte dos tambores no Sesc Apresentação busca explorar os rituais afro-brasileiros

Publicada em 23/04/2013 às 21:00
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`Baderna', conduzido pela marcante presença dos tambores, é inspirado em rituais afro-brasileiros, folguetos e encontros (Foto: Divulgação)
DANÇA

Inspirado em rituais afro-brasileiros, folguetos e encontros, conduzidos pela presença marcante dos tambores, o espetáculo de dança "Baderna", do Núcleo Luís Ferron, é a atração no palco do Sesc Sorocaba (rua Barão de Piratininga, esquina com a avenida Washington Luiz - Jardim Faculdade) nesta quarta-feira (24), às 20 horas. Trata-se de uma instalação coreosonora que traz as derivações dos batuques como jongos, lundus, umbigadas, congadas, candomblé, umbanda e pré-samba, entre outras sonoridades utilizadas em rituais afro-brasileiros.

Do tambor Batá ao sampler eletrônico, "Baderna" caminha na direção de uma criação artística onde a experiência cinética e afetiva é pautada pelo resultado do encontro entre tocadores dançarinos num espaço de relações. Se na obra anterior, "Sapatos Brancos", o Núcleo buscou focar o nobre gestual do mestre-sala e da porta-bandeira durante os desfiles de Carnaval para a construção da sua narrativa, em "Baderna" Ayán, criadora do tambor Batá, e passistas revelam que o axé feminino impera sobre os corpos e as suas sensualidades dançantes.

Após a apresentação, coreógrafo e elenco permanecem no palco para uma conversa com o público.

O NÚCLEO DE DANÇA CONTEMPORÂNEA PAULISTANO - O Núcleo Luís Ferron, de São Paulo, é coordenado pelo bailarino que dá nome ao grupo e tem como foco a dança contemporânea. Desenvolve também trabalhos de dança cênica e criações coreográficas de artistas independentes. Entre as premiações que recebeu ao longo de sua trajetória, está o Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura'2010, na categoria melhor espetáculo, por "Sapatos Brancos". Já o espetáculo "Baderna" foi contemplado pelo 10º Edital de Fomento à Dança, na cidade de São Paulo.

SERVIÇO - O Estacionamento do Ginásio (G2), onde o espetáculo "Baderna" será apresentado nesta noite na Unidade local do Sesc, tem capacidade de 75 lugares. Sua duração é de 90 minutos e indicação para 14 anos. Os ingressos custam R$ 2,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes), R$ 4,00 (usuário matriculado, deficientes físicos, aposentados, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino, com comprovante) e R$ 8,00 (inteira).


Orquestra do Limiar traz Música Clássica ao Teatro do Sesi sexta


Orquestra que nasceu para levar música a hospitais apresenta repertório de clássicos mundiais e de compositores brasileiros

Nesta próxima sexta-feira (26), às 15 horas, o Teatro do Sesi (rua Gustavo Teixeira, bairro do Mangal), recebe um espetáculo de música erudita dos mais especiais, com a Orquestra do Limiar. Criada em 2002 pelo médico, maestro e compositor Samir Wady Rahme, a Orquestra consolidou seu trabalho nos últimos 10 anos por meio do projeto "Música nos Hospitais", com apresentações em hospitais públicos de todo o Brasil. Em mais de 120 concertos, milhares de pessoas no ambiente hospitalar tiveram a oportunidade de elevar seu estado de espírito com o poder curativo da música.

A razão de ser da Orquestra do Limiar transcende, assim, o entretenimento. A primeira função, social, toca músicas para promover a cura. A segunda é valorizar e divulgar a música brasileira para cordas. Por isso, costuma comissionar peças para compositores brasileiros, explorando a musicalidade brasileira e suas variações. Em 2011, foi produzido o primeiro CD do grupo: "Orquestra do Limiar apresenta Compositores Brasileiros".

Iniciando as apresentações com peças mundialmente consagradas do repertório para cordas e que encontram fácil identificação pelo público, tais como Primavera das 4 Estações, de A. Vivaldi; Concerto de Brandenburgo nº 4, de J. S. Bach, e Pequena Serenata Noturna, de W. A. Mozart, a Orquestra do Limiar, depois de peças barrocas ou clássicas, apresenta, então, seu repertório romântico, onde figuram compositores conhecidos e cujas peças possuem melodias sedutoras aos ouvidos, como é o caso da Serenata para Cordas, de P.I. Tchaikovsky, e Suite Holberg, de E. Grieg.

Depois das peças mais eruditas, cruza-se o limiar e são executados compositores brasileiros consagrados, como Heitor Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno e Carlos Gomes, assim como introduzidos os compositores brasileiros vivos que escreveram para a Orquestra do Limiar, como Clóvis Pereira Santos, de Pernambuco; Ernani Aguiar, Roberto Miranda e Sérgio Di Sabatto, do Rio de Janeiro; Edmundo Villani-Cortes e Samir Rahme, de Minas Gerais; e Felipe Senna, de São Paulo. Em seu repertório, a Orquestra do Limiar conta também com vários arranjos de peças de Astor Piazzola e John Williams, cujas obras sempre contagiam o público de forma positiva.

As apresentações são sempre recheadas de explicações do maestro, que ilustra o período em que a obra foi escrita, chamando atenção para o que deve ser assimilado e compreendido nas peças musicais. Constantemente, o maestro também faz comparação da Orquestra com um time de futebol, para que o público possa facilmente compreender as diferentes funções dos instrumentos e suas características agudas ou graves no timbre. Ajuda-se, dessa forma, a desmistificar que a música erudita seja entendida, erroneamente, como sendo para poucos.

A apresentação é gratuita e livre para todas as idades. Os ingressos serão distribuídos no local, uma hora antes do espetáculo. 

 
“A história do Rock em Sorocaba” é contada em documentário no Grande Otelo 

O “Cinema de Quinta, Filmes de Primeira”, projeto de exibição gratuita de obras cinematográficas da Oficina Grande Otelo (Fórum Velho), exibe nesta quinta-feira (25), o documentário “A história do Rock em Sorocaba”, com direção de Cleiner Micceno. O documentário passa a limpo 50 anos de rock na cidade de Sorocaba, passando por inúmeros personagens que fizeram e fazem a história do estilo na cidade. 

O vídeo foi feito durante um ano, tem 96 entrevistados e, das mais de 60 horas gravadas, nasceu o documentário - um longa metragem que faz um levantamento histórico dos principais momentos ligados ao estilo na cidade. O trabalho foi feito com o apoio da LINC e narra a história desde a vinda de Bill Halley para o Brasil em 1958, que tocou em três cidades – São Paulo, Rio de Janeiro e Sorocaba, e traça toda a trajetória desde então, passando por todas as décadas e seus principais personagens, locais mais marcantes e shows memoráveis.

No início e final da apresentação do documentário terá um batepapo com o diretor e com alguns personagens presentes no documentário. A sessão é gratuita e começa às 19 horas. A entrada é gratuita e recomenda-se chegar 15 minutos mais cedo. 


TELEVISÃO

Mad Men estreia na TV Cultura 

A série mais aclamada dos últimos tempos, vencedora de quatro Globos de Ouro e 15 Emmys, a Mad Men, vai integrar a grade de programação da TV Cultura a partir de hoje (24), ocupando as noites de quarta-feira, sempre às 22 horas. Irão ao ar 52 episódios de quatro temporadas produzidas entre 2007 e 2010. É uma das principais aquisições da emissora para o pacote de novidades de 2013. 

Ambientada na Nova York dos anos 1960, Mad Men traz um retrato provocativo do mundo da publicidade, marcado por competições, jogos de interesse e muito dinheiro. Neste ambiente, os personagens jogam pesado, conduzem suas vidas de forma alucinada e se despem de qualquer escrúpulo para vender supostas verdades. 

A série acompanha os passos de Don Draper (Jon Hamm), diretor de criação da agência Sterling Cooper, e de sua equipe de trabalho. Entre os integrantes do time, estão Peggy Olson (Elisabeth Moss), Pete Campbell (Vincent Kartheiser), Joan Harris (Christina Hendricks) e Roger Sterling (John Slattery). Brilhante publicitário e famoso entre as mulheres, Don sempre tem as melhores estratégias para as campanhas da empresa, coleciona prêmios, atrai grandes clientes e até cativa a concorrência. Em paralelo, sofre crises pessoais, o que o faz perder o controle e descontar tudo na bebida, no cigarro e nas mulheres.

Com realismo, Mad Men mostra como certos assuntos espinhosos eram tratados dentro e fora do mundo da publicidade americana, como tabagismo, alcoolismo, adultério, homofobia, racismo, sexo e antissemitismo. Mad Men é uma criação do produtor Matthew Weiner, que ocupou o mesmo posto na série "Família Soprano". Já venceu nove Emmys pelos dois trabalhos. Em 2011, foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista americana Time. A produção geral é da Lionsgate Television.

 
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