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<< Crianças em tratamento de câncer terão salas de aula no próprio hospital

Publicada em 05/11/2012 às 23:11
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As crianças em tratamento não precisarão mais parar de estudar (Foto: Divulgação)
A Prefeitura e o Gpaci (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil) assinaram um termo de convênio através da Secretaria da Educação e do Centro de Referência em Educação Dom José Lamberti, visando à implantação e implementação de espaço escolar para as crianças hospitalizadas no Gpaci. A iniciativa vai possibilitar que crianças em tratamento de câncer não interrompam suas atividades escolares e que a doença não acarrete em danos na sua formação.

Muitas vezes, devido à doença e suas consequências (queda de cabelo, necessidade de hospitalização, repouso, etc.), os pacientes interrompem a ida à escola e, quando retornam, surge uma lacuna na aprendizagem, uma vez que eles retornam tempos depois (em alguns casos meses e anos) para a série na qual pararam. Com a classe hospitalar essa defasagem será corrigida e o aluno estará em condições de frequentar a série correspondente, após um resgate acadêmico, levado a efeito pelas aulas ministradas no Gpaci.

“É um grande passo para a humanização do tratamento de câncer infantil e um avanço considerável no que diz respeito à educação especial”, enfatiza Carlos Camargo Costa, presidente do Gpaci.

A classe hospitalar vai funcionar nas dependências do Espaço da Família, na brinquedoteca da internação, atendendo inclusive às crianças acamadas.

As aulas serão ministradas a todos os pacientes do hospital, em horários e sessões adequadas ao tratamento, por um professor da rede municipal de ensino com formação em Pedagogia e, preferencialmente, com especialização na área de Educação Especial.

O professor realizará acompanhamento pedagógico através da continuidade da escolaridade formal em conjunto com a escola de origem das crianças e jovens hospitalizados ou em tratamento de câncer mantendo a sistematização de atividades e vivências pedagógicas. “A importância da classe hospitalar transcende a própria atividade pedagógica em si, porque vai ampliar o horizonte dos pacientes, atenuar a dor de viver causada pela doença e colaborar com a evolução do paciente e com a equipe médica do hospital visando à diminuição do estresse decorrente da internação”, afirma Costa.


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