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<< Anvisa libera venda de remédios fora do balcão Farmácias começam a se readequar ao sistema que já era utilizado antes da proibição

Publicada em 27/07/2012 às 23:14
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Em algumas farmácias os analgésicos e antitérmicos ainda estão atrás do balcão (Foto: Fernando Rezende)
Conforme determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), desde ontem produtos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos, podem voltar a ser expostos nas prateleiras das farmácias e drogarias do Brasil. A medida alterou a Resolução nº 44 de 2009, sobre a proibição da venda desses medicamentos fora do balcão. Porém as farmácias da cidade ainda não se adaptam à nova medida. 

Em duas farmácias visitadas no Centro da cidade, os medicamentos permitidos para ser expostos não estavam ao alcance do cliente. Na zona norte, outras duas drogarias também continuam com os analgésicos e antitérmicos atrás do balcão.

De acordo com Daniela Depman, supervisora da Farmamed Farmácias, a rede se adequará nos próximos dias. “Vamos organizar as prateleiras a partir de hoje.” Segundo a farmacêutica, os atendimentos oferecidos pelos profissionais serão intensificados. “O especialista continuará realizando o seu trabalho de orientar e tirar dúvidas dos clientes. Vamos ficar de olho no que o consumidor está levando para casa”, afirmou.

A Anvisa desenvolveu estudos para medir o impacto da medida ao consumidor final, e concluiu que a resolução não atingiu o objetivo de reduzir o número de intoxicações por esses tipos de medicamentos no País. Em um ano, 11 Estados tentaram reverter a decisão da Anvisa por liminares judiciais. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a antiga decisão não beneficiava a população. “O direito que o consumidor tem de escolher qual medicamento gostaria de comprar estava reduzido. Então, estavam reduzidas as opções de escolha do medicamento mais barato ou de sua preferência”, afirma.

O farmacêutico Denilson Cavalcanti acredita que a medida pode trazer danos à saúde do consumidor. “As bulas são pequenas e a pessoa pode tomar de forma errônea”, afirmou. O especialista deu exemplos da prática irregular de tomar medicamentos sem orientação. “Por exemplo, o paracetamol tem que ser controlado. Não é todo mundo que pode tomar e o remédio consumido sem orientação pode causar danos renais.” Cavalcanti falou também dos sais de fruta que não podem ser ingeridos por gestantes.

A partir de agora, as farmácias deverão expor na área destinada aos medicamentos cartazes com a seguinte orientação: “medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico”, além de expor, no mesmo local, os remédios de mesmo princípio ativo, para facilitar a identificação dos produtos pelo usuário. A portaria estabelece ainda que os medicamentos isentos de prescrição médica devem ficar isolados da área destinada aos produtos correlatos, como cosméticos e dietéticos.

Para Cavalcanti, o cartaz afixado cai em contradição à determinação da Anvisa. “Não entendo a exigência de um cartaz advertindo a prática da automedicação e os próprios remédios ficarem ao alcance do cliente.” 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses medicamentos são os que tiveram aprovação das autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, disponíveis sem prescrição ou receita médica, devido à sua segurança e eficácia, desde que utilizados conforme as orientações disponíveis nas bulas e rotulagens. Esses produtos normalmente são indicados para dores de cabeça, acidez estomacal, azia, febre, tosse, prisão de ventre, aftas, dores de garganta, assaduras, hemorróidas e congestão nasal. 

 

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