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<< Vice assume Paraguai após impeachment de Lugo

Publicada em 23/06/2012 às 00:02
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Frederico Franco apoiou o pedido para derrubada de seu antecessor (Foto: Reprodução TV)
O médico Frederico Franco é o novo presidente do Paraguai. Ele ocupava a vice-presidência e assumiu ainda na noite de ontem (22), depois que a maioria do Senado do Paraguai aprovou a perda do mandato do agora ex-presidente Fernando Lugo. O placar foi 39 votos favoráveis ao impeachment, 4 contrários e 2 ausentes.

Dos 45 senadores titulares, eram necessários 30 votos a favor para destituir Lugo do cargo. O processo de impeachment foi aberto na quinta-feira (21) de maneira inesperada pela Câmara dos Deputados.

Frederico Franco, do Partido Liberal, apoiou o pedido contra Lugo. Grupos de movimentos sociais se concentraram em frente do Congresso em apoio a Lugo, eleito em 2008. Ele fez um discurso de despedida do cargo. “Submeto-me à decisão do Congresso. Não é o Fernando Lugo que está sendo destruído, mas a história paraguaia, e sua democracia, que foram feridas profundamente.” O ex-presidente convocou manifestações, porém pacíficas, para que “o sangue dos justos não seja mais uma vez derramado” no país. “Esta noite, saio pela maior porta da pátria, saio pela porta do coração de meus compatriotas”, disse.

Ao assumir, menos de duas horas após a aprovação do impeachment, Franco citou as mortes de policiais em um confronto armado, um dos motivos para a solicitação de derrubada do ex-presidente, e disse que, para honrá-los, será necessário iniciar desenvolvimento rural sustentável. “Este compromisso só será possível com a ajuda e colaboração de todos vocês. A única maneira de levar adiante é entendendo que o Paraguai deve ser comandado por liberais e colorados, católicos e não católicos e integrantes de todos os movimentos sociais.”

Os parlamentares apresentaram estas cinco acusações formais contra Fernando Lugo: apoio à manifestação de jovens de esquerda no Comando de Engenharia das Forças Armadas, em 2009; obrigar militares a se submeter às ordens de sem-terra; falta de competência para combater atos de violência no país; ações dos guerrilheiros do EPP (Exército do Povo Paraguaio), responsável pelo confronto entre policiais e camponeses na semana passada, que culminou na morte de 17 pessoas; e violação das leis paraguaias ao ratificar Protocolo de Ushuaia 2, que prevê intervenção externa caso a democracia esteja em perigo.

Os advogados de Lugo alegam que o presidente é vítima de perseguição política, que a condução do julgamento político tem sido feita de forma ilegal e injusta e não existem provas de que Lugo incorreu em mau desempenho de suas funções.

 

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