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<< Propostas factíveis para a situação dos hospitais psiquiátricos em abaixo-assinado

Publicada em 29/09/2011 às 20:36
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O presidente da associação, Douglas Parra, representando os milhares de interessados e preocupados com a situação, entregou o documento aos vereadores (Foto: Fernando Rezende)
O presidente da Associação de Amigos, Familiares e Doentes Mentais de Sorocaba e Região, Douglas de Almeida Parra, entregou uma cópia de um abaixo-assinado com mais de 7.600 assinaturas de pessoas que querem urgente uma providência sobre a situação dos hospitais psiquiátricos de Sorocaba e região, para vereadores de Sorocaba, na sessão da Câmara de ontem. “Na condição de presidente da associação, venho representar os anseios e as preocupações de todos os interessados na questão. Queremos que o documento seja aproveitado na Comissão de Acompanhamento do Atendimento dos Hospitais Psiquiátricos. Não existe outra forma de tratamento para as pessoas nessa situação.”

Parra participou da comissão – que é presidida pelo vereador Izídio Correia Brito e tem como relator o vereador Luís Santos – como depoente. As assinaturas são de familiares, funcionários dos hospitais psiquiátricos e outros cidadãos sensibilizados com o assunto. A preocupação está diretamente ligada ao desfecho que o poder Legislativo dará à situação. “Temos que aprofundar as discussões sobre a política de saúde mental em nosso País”.

RELATÓRIO FICA PARA OUTUBRO – A apresentação do relatório final da comissão de vereadores que acompanha a situação dos hospitais psiquiátricos de Sorocaba ficou para outubro, provavelmente na primeira semana. O texto final deve ser concluído no próximo dia 3, e depois apresentado em plenário. A comissão foi formada no fim do mês de março, depois da divulgação de um estudo do fórum de luta antimanicomial que mostrou o elevado número de mortes nas instituições psiquiátricas. Segundo o levantamento do professor da Ufscar, Marcos Garcia, em quatro anos, morreram 459 pacientes nos sete hospitais de Sorocaba e região.

Vereadores da comissão divergem sobre os dados que fundamentam as denúncias, mas concordam que há deficiência no atendimento aos doentes mentais. Entre as propostas, o relatório deve pedir a ampliação do número de casas terapêuticas e de centros de atendimento psicossocial, os Caps, e um melhor acompanhamento da evolução dos pacientes internados.

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