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<< No último dia em NY, Dilma defende rigor com armas nucleares

Publicada em 23/09/2011 às 00:00
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A presidente voltou a falar em reforma no Conselho de Segurança da ONU (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff cobrou nesta quinta-feira (22) da comunidade internacional mais rigor na fiscalização sobre algumas nações que detenham “privilégios” e armas nucleares para fins não pacíficos. Ela se referiu à existência de arsenais atômicos em alguns países. Sem citar nomes, advertiu que eles são uma ameaça ao mundo. Dilma sugeriu que cada governo também adote medidas efetivas de segurança, eliminando as armas nucleares do planeta, sem concessões, e que adotem esforços conjuntos para combater o terrorismo.

“O Brasil deixou claro que um mundo no qual as armas nucleares sejam aceitas será sempre um mundo inseguro. O Brasil compartilha da preocupação mundial com a segurança nuclear”, destacou Dilma ao discursar na Reunião de Alto Nível de Segurança Nuclear durante a 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. “Precisamos, sim, avançar na segurança nuclear militar. Redobremos nossos esforços em prol do desarmamento geral.” Foi o último compromisso de Dilma nos Estados Unidos. Havia previsão de que ela deixasse Nova York, rumo ao Brasil, às 20 horas de ontem.

As potências nucleares que assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1° de janeiro de 1967, e mantêm arsenais bélicos atômicos são os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Reino Unido e a França.

A presidente alertou que a presença de arsenais nucleares é um risco permanente para a humanidade. "É imperativo ter no horizonte a eliminação completa e irreversível das armas nucleares. A ONU deve preocupar-se com isso”, disse. “Estudos apontam a deteriorização do estado de conservação e de manuseio desse material, sem falar da ameaça permanente que essas armas de destruição em massa apresentam para a humanidade", acrescentou.

Para a presidente, é fundamental que cada país desenvolva um programa próprio que preserve e garanta a segurança das usinas nucleares. “Cada Estado deve aplicar também seus programas de segurança em um regime de maior transparência”, disse. Dilma destacou que tais ações aumentam a confiança sobre os fins pacíficos do uso da energia nuclear.

Dilma Rousseff disse que o Brasil adota todos os padrões fixados pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e assinou 13 acordos internacionais de combate ao terrorismo. Ela acrescentou ainda que, depois dos acidentes radioativos na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, recomendou estudos específicos de avaliação de riscos no Brasil.

Mais uma vez a presidente reiterou a defesa pela reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas – formado por 15 membros, dos quais apenas cinco são fixos – que tem relação direta com a Agência Internacional de Energia Atômica. “Precisamos avançar na reforma do Conselho de Segurança.”

Ahmadinejad critica EUA
em sessão vazia na ONU

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, fez mais críticas aos Estados Unidos e outros países ocidentais em discurso na ONU. Ele acusou os norte-americanos de serem os responsáveis pela crise econômica, pois usam o poder econômico para invadir e destruir outros países. Delegações dos Estados Unidos e da União Europeia deixaram a plateia. 

O líder foi além e questionou: “Quem usou os misteriosos ataques de 11 de setembro como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque, matando, destruindo e deslocando milhões de civis?".

Ahmadinejad mencionou a questão palestina e disse que a povo foi imposto a 60 anos de guerra, terror e homicídios em massa. "Como podem os países ocidentais usarem o Holocausto como desculpa para manter políticas opressivas? Quem apoiou ditaduras militares em países asiáticos, africanos e latino-americanos, fez laços com elas, e usou bombas atômicas contra civis? É aceitável que estes se autodenominem defensores da liberdade, da democracia e dos direitos humanos, enquanto atacam e ocupam outros países?”, continuou.

O iraniano pediu uma nova ordem mundial, criticando o Conselho de Segurança da ONU, que classificou como controlado pelos EUA. “A ONU foi criada para que todas as nações participem das tomadas de decisões, e isso não tem acontecido. A composição do Conselho de Segurança é desigual.”

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