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<< Pesquisa aponta situação de assistência à gestante

Publicada em 20/09/2011 às 19:44
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Alunas de Enfermagem Obstétrica da Puc-SP em Sorocaba participam dos levantamentos da pesquisa "Nascer no Brasil" (Foto: Divulgação)
A Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Sorocaba, da Puc-SP, por meio de seu Departamento de Enfermagem, foi convidada para parceria na pesquisa "Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento", promovida pelo Ministério da Saúde e coordenada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), cujo objetivo é realizar um levantamento da situação da assistência à gestante, ao parto e nascimento em todo o País. Este estudo, de abrangência nacional, entrevistará 24.000 puérperas em estabelecimentos de saúde públicos e privados, selecionados aleatoriamente em 190 municípios do País, incluindo as 27 capitais dos estados. 

O projeto "Nascer no Brasil" é um estudo que busca, assim, estimar a incidência de partos cesarianos ocorridos em instituições públicas e privadas do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a localização geográfica, além de descrever as complicações maternas e infantis por tipo de parto, com ênfase na prematuridade. Na região de Sorocaba foram sorteadas três maternidades em diferentes municípios para compor a amostragem do estudo. A coleta de dados ocorreu mediante a aplicação de um questionário a 90 puérperas de cada instituição. A atividade foi desenvolvida por alunas da pós-graduação em Enfermagem Obstétrica e da graduação em Enfermagem, selecionadas pela professora Janie Maria de Almeida, supervisora do projeto na região. "Cada estudante realiza, em média, 35 entrevistas. Essa é uma oportunidade de estudar a assistência materna infantil e vivenciar a realidade dessas mães", conta. 

Segundo a professora Junie Maria, 20% dos nascimentos no Brasil ocorrem no Estado de São Paulo. "É muito importante que a área de Enfermagem Obstétrica da Puc-SP esteja envolvida nessa pesquisa. Afinal, esses levantamentos nortearão políticas públicas para os próximos 20 anos, na perspectiva de transformação do modelo de assistência no pré-natal, o parto e nascimento, por meio de ações efetivas, com o objetivo de reduzir a morbi-mortalidade materna e infantil e qualificar a atenção à saúde da mulher e da criança", explica.

De acordo com as alunas Camila Brienze Martineto, Monikely Barbosa, Anna Jéssica de Camargo, Beatriz Picchi e Marília Guizzelini, essa é uma oportunidade única de se conseguir captar as expectativas da mãe durante a assistência recebida na gestação. "Os resultados são positivos. Além disso, já conseguimos reverter algumas situações e fazer mudanças imediatas", conta Camila. "É um trabalho grandioso, no qual podemos colaborar com a cidade e região", declara Beatriz. 

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