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<< Metalúrgicos vão buscar acordos por fábrica Sindicato vai priorizar negociação para obter reajuste, mas não descarta paralisações ainda nesta semana

Publicada em 19/09/2011 às 20:01
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Metalúrgicos decidiram prosseguir as negociações nesta assembleia no domingo (Foto: Foguinho/Imprensa SMetal)
Sem acordo coletivo estadual desde o dia 1º de setembro, os metalúrgicos da região de Sorocaba vão procurar as empresas locais para obter reajustes salariais por fábrica. Os metalúrgicos reivindicam 13% de reajuste - 7,4% referentes à inflação dos últimos doze meses (INPC/IBGE) e mais 5,2% de aumento real.

Caso as empresas da região se recusem a negociar, o Sindicato dos Metalúrgicos pode liderar greves por fábrica ainda nesta semana. A decisão foi tomada durante assembleia de trabalhadores na sede sindical de Sorocaba na manhã deste domingo, dia 18.

Nas negociações estaduais, entre a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT) e os sindicatos patronais, que começou dia 3 de agosto, os empresários metalúrgicos até agora ofereceram entre 8,2% e 9,55% de reajuste salarial, dependendo do setor de atividade da fábrica. 

“A partir de amanhã [segunda-feira] vamos marcar negociações com empresas da região que já se mostraram dispostas a propor acordo. Na quarta-feira à noite, a direção do Sindicato vai fazer um balanço das negociações desses três dias. Em seguida, é greve em cima das fábricas intransigentes”, explica Ademilson Terto da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região.

Mesmo antes de quinta-feira, o Sindicato não descarta protestos em algumas empresas. “Vamos priorizar a negociação. Mas tem empresas se comportando de forma truculenta e irresponsável. Tem fábricas praticando pressões internas contra as reivindicações, chamando a Polícia Militar para coibir assembleias democráticas. Essas podem parar a qualquer momento”, avisa Terto.

A categoria metalúrgica da região é formada por 44 mil trabalhadores, dos quais 36,5 mil trabalham em Sorocaba. A pauta anual de reivindicações foi protocolada dia 21 de julho na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Não é só o reajuste de salários e valor dos pisos salariais que está em jogo, é toda a Convenção Coletiva de Trabalho dos Metalúrgicos, que contém cerca de cem cláusulas para regulamentar direitos, como adicional noturno, insalubridade, periculosidade, auxílio-creche, período de amamentação para as mães, estabilidade as vésperas de aposentadoria, acidentes e doenças ocupacionais”, explica João de Moraes Farani, diretor executivo do sindicato em Sorocaba e da FEM/CUT.

“Por culpa dos patrões, desde dia 1º de setembro [data-base dos metalúrgicos da FEM/CUT] estamos sem essas garantias previstas em lei. Mas não vamos aceitar abusos das empresas. Estamos unidos contra qualquer arbitrariedade ou oportunismo patronal contra os metalúrgicos”, completa Terto.

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