Sexta-Feira, 29 de Maio de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Maioria do novo Congresso é da situação

Publicada em 31/10/2010 às 22:42
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

360 deputados e 57 senadores são alinhados ao PT (Foto: Agência Brasil)
Primeira mulher a estar à frente do País, eleita ontem, a petista Dilma Rousseff terá à disposição uma ampla maioria favorável a seu governo dentro do Congresso. Ao todo, as urnas produziram a eleição de 360 deputados e 57 senadores alinhados com seu partido.

Na prática, isso torna muito mais simples aprovar, por exemplo, mudanças constitucionais, que exigem o apoio de três quintos dos parlamentares das duas Casas em dois turnos de votação na Câmara e no Senado. Facilita também a derrubada de pedidos de abertura de comissões parlamentares de inquérito que possam investigar temas desconfortáveis para o governo.

Com isso, Dilma terá um cenário dentro do Congresso mais favorável do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou quando foi eleito pela primeira vez em 2002 e até mesmo depois de sua reeleição em 2006. Nestes oito anos de mandato, o presidente não teve problemas para controlar politicamente a Câmara dos Deputados, mas nunca conseguiu construir uma maioria parlamentar no Senado.

No fim de 2007, foram os senadores que produziram a maior derrota de Lula no Congresso com a derrubada do projeto que prorrogava a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Agora, a candidata petista terá uma bancada muito mais favorável, inclusive no Senado. E isso acontecerá mesmo se forem levadas em conta dissidências nas bancadas de partidos aliados de Dilma, como é o caso de PMDB e PP.

Os peemedebistas passam a contar em 2011 com 21 senadores, mas três deles não devem se alinhar com Dilma. É o caso dos senadores Jarbas Vasconcellos (PE), Luiz Henrique da Silveira (SC) e, possivelmente, Pedro Simon (RS). No PP, a senadora eleita Ana Amélia Lemos (RS) fez campanha a favor de Serra em seu Estado e também não apoia Dilma.

IMAGEM - O Senado começará seus trabalhos em 2011 com a tarefa de tentar melhorar sua imagem, abalada pelo escândalo dos atos secretos que revelou as regalias e vantagens que a Casa pagava em segredo para funcionários e parlamentares. Os dois terços eleitos agora trazem um perfil rejuvenescido e mais moderado, que pode ajudar nesse processo.

Na nova legislatura, a bancada petista ganha, por exemplo, senadores mais jovens, como a paranaense Gleisi Hoffmann, casada com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Passará a contar também com o Lindberg Farias (PT-RJ), ex-líder dos caras-pintadas que ajudaram a derrubar o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que, ironicamente, poderá se tornar seu companheiro de base de sustentação do governo de Dilma.
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar